Perante o rápido crescimento demográfico e a crónica congestão urbana, a principal metrópole nigeriana acelera o desenvolvimento da sua rede ferroviária. A inclusão da Green Line no orçamento federal marca uma nova etapa da estratégia destinada a estruturar uma oferta de transporte de massa fiável.
Na Nigéria, o projeto de construção do terceiro troço do comboio urbano de Lagos (Lagos Rail Mass Transit) foi incluído entre os investimentos-chave do Orçamento de 2026. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, foi proposta uma dotação de cerca de 102,3 mil milhões de nairas (aproximadamente 71,8 milhões de dólares) para financiar a primeira fase deste troço, denominado Green Line.
A Green Line constitui uma extensão da Blue Line e da Red Line, as duas primeiras secções de uma rede ferroviária concebida para aliviar o congestionamento rodoviário de Lagos, uma cidade com mais de 20 milhões de habitantes e confrontada com engarrafamentos severos. De acordo com os detalhes técnicos do projeto, o troço terá uma extensão de 68 km e contará com 17 estações.
A Red Line, operacional desde 2024, dispõe de uma capacidade de transporte de 500 000 passageiros por dia, enquanto a Blue Line, colocada em serviço em setembro de 2023, pode transportar 250 000 passageiros diariamente. Estas capacidades, ainda insuficientes face à procura — atualmente assegurada em grande parte por operadores privados —, refletem a urgência de o governo expandir a oferta. O comboio urbano de Lagos, integrado noutros projetos de transporte público coletivo, visa igualmente, segundo as autoridades, resolver problemas de insegurança e de desconforto frequentemente denunciados pelos utilizadores dos operadores privados.
O projeto prevê ainda o desenvolvimento de outros quatro troços — a Yellow Line, a Purple Line, a Orange Line e a Brown Line — com o objetivo de interligar os diferentes distritos de Lagos e as suas áreas periféricas.
Henoc Dossa













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