Em Marrocos, a sardinha representa 85% dos pequenos pelágicos. No país, esse recurso vem sofrendo pressão nos últimos anos, entre o esgotamento dos estoques, a sobrepesca e o aumento das necessidades de consumo.
Marrocos proibirá a exportação de sardinhas congeladas a partir de 1º de fevereiro próximo. O anúncio foi feito na segunda-feira, 5 de janeiro, por Zakia Driouich, secretária de Estado responsável pela pesca marítima, que, no entanto, não especificou a duração da medida. Segundo ela, essa restrição comercial tem como objetivo melhorar o abastecimento do mercado interno e limitar a alta dos preços para os consumidores locais, especialmente durante o período do Ramadã, quando esse produto é particularmente apreciado.
1 peixe
No Reino Cherifiano, os desembarques de sardinha caíram 46% entre 2022 e 2024, passando de 965 mil para 525 mil toneladas, de acordo com dados do Office National des Pêches (ONP). Essa situação provocou uma forte concorrência pelo recurso e levou a vários episódios de aumento de preços em 2025, em diversas regiões do país.
Segundo vários observadores, a proibição anunciada ilustra a delicada equação enfrentada pelas autoridades marroquinas, divididas entre a necessidade de satisfazer a demanda interna e a de responder às exigências de um segmento voltado para a exportação. O Reino continua, de facto, a ser o maior produtor e exportador mundial de conservas de sardinha, com cerca de 15 mil toneladas enviadas para mercados da Europa, da Ásia e do Médio Oriente.
Diante da escassez dos recursos haliêuticos, a União Nacional das Indústrias de Conservas de Peixe (UNICOP) havia, por sua vez, apelado em junho de 2025 ao reforço dos controlos portuários e do combate à pesca ilegal, à proibição da captura de juvenis e ao respeito por períodos de defeso biológico, a fim de garantir a sustentabilidade dos estoques.
Espoir Olodo













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