Em África, a Argélia é o terceiro maior produtor de azeite, atrás da Tunísia e de Marrocos. Com as perspetivas de crescimento anunciadas para a campanha 2025/2026, o país espera assumir um papel mais relevante nas exportações.
Na Argélia, a produção de azeite para a campanha em curso de 2025/2026 é esperada em mais de 150.000 toneladas, segundo as últimas projeções do Conselho Nacional Interprofissional da Fileira Oleícola (CNIFO). Falando sobre o tema em declarações divulgadas pelos meios de comunicação locais a 6 de janeiro, Mohamed Belasla, presidente do CNIFO, indicou que se trata de um recorde histórico para a fileira.
O volume anunciado, se confirmado no final da campanha, representaria um aumento de 76% em relação à produção da campanha anterior, assinalando o terceiro ano consecutivo de crescimento. Os dados compilados pelo Conselho Oleícola Internacional (COI) mostram, de facto, que a produção argelina foi de 85.000 toneladas em 2024/2025 e de 64.000 toneladas em 2023/2024.
“Este desempenho notável abrange todas as regiões produtoras e reflete os esforços realizados nos últimos anos para o desenvolvimento da fileira […] a campanha de 2025/2026 poderá prolongar-se além de fevereiro, devido à importância dos volumes a processar”, declarou Belasla.
Com o aumento previsto da produção, a fileira argelina poderá alimentar ambições mais ambiciosas de exportação. Enquanto o consumo anual de azeite no país foi estimado em cerca de 81.000 toneladas, em média, entre 2020/2021 e 2023/2024, segundo o COI, a produção de 150.000 toneladas esperada para 2025/2026 poderá permitir gerar um excedente exportável.
Convém notar que o maior volume de azeite exportado pela Argélia nas cinco últimas campanhas comerciais foi registado em 2023/2024 e correspondia a cerca de 1.000 toneladas, de acordo com o COI.
Stéphanas Assocle













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