Senegal: a mandioca é o principal tubérculo cultivado e constitui uma cultura estratégica para a segurança alimentar. Enquanto a produção tem vindo a decrescer nos últimos anos, o governo apoia a reorganização do setor para garantir uma melhor gestão.
No Senegal, o setor da mandioca encontra-se atualmente em processo de estruturação, com vista à criação próxima de uma interprofissional. Esta iniciativa, promovida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Agro-Silvo-Pastoral (FNDASP), foi mencionada num comunicado publicado a 9 de janeiro.
Segundo as autoridades, várias etapas já foram concluídas. Após o diagnóstico organizacional, uma campanha de informação e sensibilização, bem como inquéritos e ateliers de validação que permitiram elaborar um novo esquema de estruturação, realizaram-se com sucesso as Assembleias Gerais dos sub-colégios regionais, que reúnem produtores, transformadores e comerciantes, nas três principais zonas de produção (Noroeste, Centro e Sudeste).
«O próximo passo consiste em organizar as Assembleias Gerais Constitutivas (AGC) dos colégios, de forma a estruturar de forma duradoura os atores do setor; instalar os órgãos de direção; formalizar as instâncias de governação através de atas validadas. Este processo será concluído com a Assembleia Geral Constitutiva da Interprofissional», sublinha o FNDASP.
Um setor em declínio
Segundo as autoridades, a criação de uma interprofissional visa reforçar a organização, a competitividade e o desempenho do setor da mandioca, em benefício dos diversos atores e da segurança alimentar nacional. Esta reorganização ocorre num contexto em que o setor da mandioca regista um forte recuo na produção nos últimos anos, de acordo com dados compilados pela Agência Nacional de Estatística e Demografia (ANSD).
Após um pico de produção de 1,34 milhão de toneladas na campanha agrícola de 2020/2021, a colheita caiu ligeiramente para 1,32 milhão de toneladas em 2021/2022, estagnou em 2022/2023 e desceu para 824.734 toneladas em 2023/2024.
Os resultados provisórios de 2024/2025, ainda por confirmar, indicam uma colheita de 740.721 toneladas, confirmando a continuidade desta tendência decrescente. Resta saber se a futura criação de uma interprofissional no setor conseguirá insuflar uma nova dinâmica e relançar a produção.
Stéphanas Assocle













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