A Costa do Marfim fornece cerca de 40 % da produção mundial de cacau. No país, a campanha de 2025/2026 foi lançada em outubro passado.
Na Costa do Marfim, o Conselho do Café-Cacau (CCC) refutou, na quarta-feira, 14 de janeiro, durante uma conferência de imprensa, as informações relativas a um alegado bloqueio da comercialização das amêndoas de cacau no país.
Nas últimas semanas, a imprensa internacional tinha noticiado a imobilização de vários camiões carregados de cacau nas imediações dos portos de Abidjan e de San Pedro, situação que estaria a afetar toda a cadeia de escoamento das amêndoas a partir das zonas de produção.
De acordo com Yves Brahima Koné (foto), diretor-geral do CCC, os referidos camiões estacionados encontram-se numa situação de “ilegalidade”, por não disporem de conhecimentos de embarque, documento administrativo indispensável para a exportação.
“O Conselho do Café-Cacau organizou devidamente a fileira. Há oito anos, em 2018, tomei a seguinte decisão: nenhuma carga de cacau sai da zona de produção sem conhecimento de embarque. E o conhecimento de embarque deve ser validado pelo operador e pelo exportador que recebe a carga em Abidjan. Se ambos não aprovarem o conhecimento, a carga não pode sair da sua zona de produção para Abidjan. Assim, quando nos dizem que há camiões em Abidjan, eles não têm documentos, estão na ilegalidade. Para nós, no Conselho, trata-se de fraude”, explicou o Sr. Koné.
Perante as preocupações manifestadas por várias associações do setor relativamente a uma crise nas vendas das amêndoas, que estaria a afetar os rendimentos dos produtores, o responsável máximo do regulador procurou tranquilizar os intervenientes. “Somos pessoas responsáveis. Fizemos previsões. Toda a produção da Costa do Marfim que sai das nossas plantações será comprada”, afirmou, acrescentando que pelo menos 80 % da produção da campanha de 2025/2026 foi vendida entre outubro e dezembro do ano passado.
Na principal economia da UEMOA, a referida campanha cacaueira foi aberta com um preço garantido de 2 800 FCFA por quilograma (4,9 dólares).













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