Preços do açúcar bruto atingiram 14,07 centavos por libra (0,45 kg) na bolsa de valores de Nova Iorque, o menor nível desde outubro de 2020;
Consultoria Datagro prevê excedente de 1,98 milhão de toneladas na safra 2025/26, marcando um ponto de alto contraste com o déficit anterior de 5 milhões de toneladas.
O açúcar é uma das commodities mais negociadas globalmente, com as flutuações de produção e exportação na Índia e no Brasil cuidadosamente monitoradas pelos participantes do mercado.
Na quinta-feira, 30 de outubro, o preço do açúcar bruto atingiu 14,07 centavos por libra (0,45 kg) na Bolsa de Valores Intercontinental (ICE) de Nova Iorque. Esse é o menor nível desde outubro de 2020 – marcando a quarta sessão consecutiva de queda no preço da commodity. No intervalo de dois anos, o preço do Açúcar Bruto nº 11 (contrato de referência mundial) caiu quase um terço.
Essa nova baixa ocorre em meio a crescentes preocupações sobre uma possível superabundância nos próximos meses. Segundo dados da consultoria Datagro, o mercado deve registrar um excedente de 1,98 milhão de toneladas na safra 2025/26, em comparação a um déficit anterior de 5 milhões de toneladas.
Tanto no Brasil quanto na Índia, os principais fornecedores do mercado, espera-se uma oferta robusta de açúcar. No primeiro país, um recente relatório publicado pelo grupo industrial UNICA indicou um leve aumento na produção acumulada até o início de outubro.
Na Índia, as autoridades projetam uma produção de 30 milhões de toneladas de açúcar, contra 26,1 milhões de toneladas no ano anterior. Foi até mesmo sugerido que o país poderia retornar ao mercado de exportação no referido período.
Para muitos observadores, a evolução dos preços do açúcar nos próximos meses será algo a ser vigiado, especialmente com a variação dos preços do petróleo e as condições climáticas no Brasil.
A queda nos contratos futuros do petróleo de fato torna a cana-de-açúcar menos atraente como matéria-prima para a produção de bioetanol no Brasil, o que favorece as refinarias de açúcar, ao contrário, o aumento dos preços do petróleo favorece a conversão das canas para a produção de biocombustível.
Esperança Olodo












