Num contexto marcado pela ascensão do protecionismo comercial, os fabricantes chineses de componentes automóveis multiplicam os anúncios de instalação em Marrocos, procurando tirar partido das vantagens dos acordos de livre-comércio assinados por este país do Norte de África com a União Europeia e os Estados Unidos.
O fabricante chinês de pneus Guizhou Tyre anunciou, num comunicado divulgado na terça-feira, 6 de janeiro, que irá investir cerca de 300 milhões de dólares numa fábrica em Marrocos.
Esta unidade, cuja construção recebeu luz verde do conselho de administração da empresa, será implantada na Cidade Mohammed VI Tanger Tech, uma cidade industrial inteligente situada no noroeste do país, onde já opera a Sentury Tire, outro gigante chinês do setor dos pneus.
O local, cujas obras deverão estar concluídas dentro de dois anos, deverá produzir 6 milhões de pneus por ano, destinados a veículos de passageiros. A Guizhou Tyre especificou ainda que esta segunda base de produção no estrangeiro, depois da fábrica instalada no Vietname, se insere na sua “estratégia de internacionalização”, sublinhando que o projeto deverá permitir-lhe servir novos mercados na Europa e na América do Norte.
A empresa antecipa um volume de negócios anual estimado em 182 milhões de dólares e um lucro anual médio de 40 milhões de dólares para a sua fábrica marroquina. Cotada na Bolsa de Shenzhen, fabrica pneus radiais para veículos ligeiros e utilitários sob a marca “Advance Tyre” e abastece cerca de uma centena de mercados em todo o mundo.
Vários fornecedores de equipamentos automóveis e fabricantes chineses de baterias elétricas, entre os quais a Shandong Yongsheng Rubber, a Qingdao Sentury Tire, a Gotion High Tech, a Guangzhou Tinci Materials Technology e o BTR New Material Group, anunciaram nos últimos anos projetos de instalação em Marrocos.
Para além da proximidade dos mercados ocidentais e africanos, da disponibilidade de mão de obra local qualificada e do bom desempenho logístico dos portos marroquinos, estes grupos oriundos do Império do Meio procuram beneficiar das vantagens dos acordos de livre-comércio assinados pelo Reino de Marrocos com a União Europeia (UE) e os Estados Unidos.
Walid Kéfi













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