A entrada em funcionamento deste fundo contribuirá para alargar o acesso ao crédito bancário para PME, num contexto em que apenas 22% das pequenas empresas têm acesso a financiamento bancário formal.
Na República Centro-Africana (RCA), a entrada em funcionamento do Fundo de Garantia Nacional (FGN) é iminente. A informação foi divulgada na quinta-feira, 4 de dezembro de 2025, pelo Ministro das Finanças, Hervé Ndoba, durante uma audiência com Guido Rurangwa, representante residente do Banco Mundial.
O FGN terá um capital social de 10 mil milhões de francos CFA (17,7 milhões $), dos quais 3 mil milhões serão aportados pelo Banco Mundial. Este fundo terá um papel central no financiamento das empresas locais, cobrindo parte dos riscos assumidos pelos bancos ao concederem empréstimos.
O fundo foi concebido para responder a uma dificuldade persistente: as pequenas e médias empresas (PME) têm acesso limitado ao crédito bancário, devido à falta de garantias materiais suficientes. O mecanismo baseia-se numa garantia parcial dos empréstimos. Quando o fundo cobre parte do risco, os bancos podem aceitar mais facilmente financiar empresas que não possuem ativos para oferecer como garantia. Este funcionamento visa reduzir os obstáculos ao financiamento das PME e incentivar os bancos a conceder crédito nos setores produtivos.
Contexto do mercado bancário na RCA
O lançamento iminente do FGN ocorre num contexto em que o acesso aos serviços financeiros continua limitado na RCA. Segundo Félix Landry Njoumé, presidente da Associação Profissional dos Estabelecimentos de Crédito da República Centro-Africana e diretor-geral do Ecobank RCA, a taxa de bancarização no país é de 7%. Cerca de 70% da população trabalha no setor informal, e apenas 22% das PME têm acesso a financiamento bancário formal.
A operacionalização deste fundo poderá contribuir para alargar o acesso ao crédito, fortalecer o tecido empresarial e incentivar o investimento nos setores produtivos.
Chamberline Moko













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