O Togo mantém a sua posição como o principal país da África Ocidental onde é mais fácil fazer negócios, segundo o relatório B-Ready 2025, um sinal positivo para os investidores regionais e internacionais.
O Togo continua na liderança da África Ocidental em termos de ambiente de negócios. De acordo com a edição 2025 do relatório Business Ready (B-Ready), publicada no final de dezembro pelo Banco Mundial, o país conserva o seu estatuto de melhor desempenho regional, com uma pontuação global de 61,5 pontos. Um resultado que lhe garante igualmente o terceiro lugar na África Subsaariana, atrás do Ruanda e da ilha Maurícia.
No ranking da África Ocidental, o Togo supera o Benim (60,2 pontos) e o Gana (56,8 pontos). O Senegal e a Costa do Marfim completam o grupo de países líderes, numa região cuja média se situa em 52,8 pontos. Para o Togo, este resultado confirma uma dinâmica já observada na primeira edição do B-Ready em 2024, quando o país já havia ocupado a primeira posição regional.
Uma nova ferramenta para medir a realidade no terreno
O relatório Business Ready foi concebido para substituir o antigo Doing Business, suspenso em 2021 após revelações de irregularidades metodológicas. Esta nova abordagem pretende refletir de forma mais fiel a experiência real das empresas.
A edição de 2025 baseia-se numa ampla pesquisa realizada junto de 58.000 empresas e 5.000 especialistas em 101 economias. O estudo analisa dez dimensões-chave do ciclo de vida de uma empresa, desde a sua criação até à insolvência, em torno de três pilares principais: o quadro regulamentar, a qualidade dos serviços públicos e a eficiência operacional.
Resultados sólidos, mas ainda desiguais
Em detalhe, o Togo obtém 66,3 pontos no pilar do quadro regulamentar, uma pontuação próxima da média mundial. A qualidade dos serviços públicos situa-se num nível intermédio, enquanto a eficiência operacional atinge 57,4 pontos.
Por setor, o país destaca-se claramente no indicador relacionado com a entrada das empresas no mercado, com uma pontuação elevada de 85,8 pontos, refletindo as reformas realizadas nos últimos anos para simplificar a criação de empresas. Os desempenhos também são considerados satisfatórios nas áreas do emprego, dos serviços financeiros e da insolvência.
Em contrapartida, o relatório aponta fragilidades persistentes no comércio internacional e na concorrência, dois fatores considerados essenciais para reforçar a integração regional e atrair mais investimentos privados.
Uma trajetória reformista acompanhada de perto
À escala continental, o Ruanda mantém a primeira posição no ranking B-Ready 2025, à frente de Marrocos e da ilha Maurícia, enquanto o Togo ocupa o quarto lugar em África. Uma posição que se inscreve na continuidade das reformas conduzidas ainda antes da suspensão do Doing Business, período durante o qual o país já figurava entre as economias africanas mais reformadoras entre 2018 e 2020.
Para as autoridades togolesas, este novo ranking constitui simultaneamente um sinal positivo para os investidores e um lembrete dos desafios ainda em aberto, num contexto de concorrência entre as economias africanas para captar fluxos de investimento e apoiar o
crescimento do setor privado.
Fiacre E. Kakpo













King Abdulaziz International Conference Center, Riyadh - « Dawn of a global cause: Minerals for a new age of development »