Num contexto em que o Mali procura relançar vários ativos mineiros sob controlo público, a informação volta a levantar a questão dos riscos de segurança para os investidores.
Homens armados atacaram no fim da semana passada a mina de ouro de Morila, no sul do Mali, incendiando equipamentos e raptando brevemente sete funcionários, informou na terça-feira, 6 de janeiro, a Reuters, citando o Ministério das Minas do Mali. O episódio ocorre apenas alguns meses após a assinatura de um acordo entre a empresa pública maliana SOREM e a companhia norte-americana Flagship Gold, destinado a relançar a produção no local.
Segundo os detalhes divulgados pelo meio de comunicação, indivíduos suspeitos de pertencer a grupos jihadistas realizaram uma operação no local no sábado, 3 de janeiro. Apesar de não se registarem vítimas, o exército maliano terá sido enviado ao local e afirma ter retomado o controlo da zona. Os reféns terão sido libertados no dia seguinte.
Morila, uma mina emblemática no centro de uma nova aposta público-privada
Morila é uma das minas de ouro mais conhecidas do Mali. Colocada em exploração em 2000 pela Barrick e pela AngloGold Ashanti, produziu mais de 6 milhões de onças de ouro antes de ser cedida em 2020 à empresa australiana Firefinch. Em dificuldades, esta abandonou o projeto no início de 2025, transferindo todas as suas participações para o Estado maliano.
A parceria concluída em outubro passado entre a SOREM e a Flagship Gold consagra, segundo o comunicado do Ministério das Minas, «a vontade da empresa Flagship de adquirir participações no capital da Morila SA para uma rápida retomada das atividades da mina». Os contornos e modalidades da parceria prevista não foram detalhados. A empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o alegado incidente.













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