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A Rio Tinto confirma discussões preliminares com a Glencore tendo em vista uma possível aquisição.

A Rio Tinto confirma discussões preliminares com a Glencore tendo em vista uma possível aquisição.
Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2026

Num setor mineiro confrontado com uma procura crescente por metais estratégicos e com restrições persistentes do lado da oferta, os grandes grupos procuram reforçar a sua dimensão e a solidez dos seus portfólios. Uma fusão entre a Glencore e a Rio Tinto poderia criar o maior grupo mineiro do mundo.

A Rio Tinto e a Glencore confirmaram esta semana estar em discussões preliminares sobre uma possível fusão de parte ou da totalidade das suas atividades. Ambos os grupos insistem no caráter exploratório dessas conversas e sublinham que nenhuma oferta firme foi formulada até ao momento, nem quanto ao princípio, nem quanto aos termos de uma eventual transação.

O que dizem exatamente os grupos

Nas suas respetivas comunicações, as duas empresas esclarecem que não existe qualquer certeza quanto à concretização dessas discussões. Recordam igualmente que qualquer operação eventual permaneceria sujeita a um quadro regulatório rigoroso.

Segundo a Glencore, o cenário atualmente considerado consistiria na sua aquisição pela Rio Tinto, através de um esquema de arranjo aprovado por um tribunal, um mecanismo frequentemente utilizado para este tipo de operações no Reino Unido. A Rio Tinto confirma, por seu lado, a realização de discussões preliminares e indica que se reserva a possibilidade, se for o caso, de ajustar a forma e a composição da contrapartida de uma eventual oferta.

Quanto ao calendário, o enquadramento está agora claramente definido. A Rio Tinto tem até 5 de fevereiro de 2026, às 17h (hora de Londres), para anunciar ou uma intenção firme de apresentar uma oferta, ou a ausência de intenção de o fazer.

Portfólios africanos e contexto de mercado

Estas discussões ocorrem num contexto de mercado marcado por uma atenção acrescida ao cobre e, de forma mais ampla, aos metais indispensáveis à eletrificação, às infraestruturas energéticas e às tecnologias de transição. A subida sustentada dos preços do cobre e as dúvidas quanto à capacidade da oferta mundial acompanhar o ritmo da procura reforçam o interesse estratégico por ativos mineiros de grande dimensão.

Neste cenário, a consolidação surge cada vez mais como uma alavanca para assegurar volumes, partilhar investimentos pesados e reforçar a resiliência dos grupos face a ciclos de mercado que se tornaram mais voláteis. A título ilustrativo, a canadiana Teck Resources e a britânica Anglo American trabalham há alguns meses numa fusão destinada a criar um dos cinco maiores produtores mundiais do metal vermelho, com uma capitalização bolsista superior a 50 mil milhões de dólares.

«A estrutura de uma eventual fusão entre estes dois grupos (Rio Tinto e Glencore, nota do editor) permanece incerta e seria provavelmente complexa, mas estimamos que exista um caminho para uma criação de valor significativa para ambas as partes», comentaram analistas da Jefferies, citados pela Reuters, que indica que a operação poderia dar origem «ao maior grupo mineiro mundial, com uma capitalização bolsista combinada próxima de 207 mil milhões de dólares».

A Rio Tinto e a Glencore já dispõem de portfólios extensos e potencialmente complementares, com presença em África. A Glencore é um dos principais atores do cobre e do cobalto na República Democrática do Congo, através das suas participações em vários complexos mineiros no sul do país. Em 2024, a produção combinada de cobre das suas minas Kamoto Copper (KCC) e Mutanda atingiu 224 500 toneladas, enquanto a de cobalto totalizou 35 100 toneladas.

A Rio Tinto, por sua vez, está ativa na Guiné na bauxite, mas também no minério de ferro. O seu projeto Simandou, que entrou em produção no final de 2025, é apresentado como um dos maiores projetos de minério de ferro do mundo. O grupo está igualmente presente na África do Sul e em Madagáscar, através de atividades ligadas às areias mineralizadas e à ilmenite. Importa notar que o grupo anglo-australiano anunciou, em dezembro de 2025, que prevê libertar entre 5 e 10 mil milhões de dólares através da reavaliação do seu portfólio de ativos, com o objetivo de alienar atividades consideradas não estratégicas ou insuficientemente rentáveis e recentrar-se no ferro, no alumínio, no lítio e no cobre.

Louis-Nino Kansoun

 

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