Face às perdas geradas pelo contrabando de ouro, o Estado ganês criou este ano o GoldBod, entidade que passa a deter o monopólio da compra e da exportação do ouro artesanal e de pequena escala. Uma iniciativa que já parece dar frutos, à luz dos números oficiais.
No Gana, o GoldBod superou o seu objetivo de exportar 100 toneladas de ouro proveniente da mineração artesanal e de pequena escala (ASM, na sigla em inglês) em 2025, gerando 10 mil milhões de dólares norte-americanos em receitas ao longo do período. A informação foi revelada recentemente por Sammy Gyamfi (foto), diretor-geral desta entidade criada este ano para assumir o papel de comprador e exportador único do ouro artesanal no país da África Ocidental.
O GoldBod atua como regulador do comércio de ouro no mercado interno ganês, adquirindo a produção dos pequenos mineradores para posterior reexportação. Neste âmbito, a instituição fixou como objetivo a aquisição de pelo menos 3 toneladas de ouro por semana. Uma estratégia que já lhe tinha permitido gerar 6 mil milhões de dólares em receitas de exportação entre janeiro e agosto de 2025. O patamar de 10 mil milhões de dólares alcançado no final do ano vem assim encerrar este exercício inaugural, assinalando um resultado significativo para o país.
A título de comparação, as exportações totais de ouro do Gana atingiram 11,6 mil milhões de dólares em 2024, valor que inclui tanto o ouro proveniente da mineração artesanal como o das minas industriais. Até ao momento, as receitas de exportação do ouro industrial referentes a 2025 ainda não foram publicadas, um dado essencial para medir a evolução real das receitas geradas este ano pelo setor aurífero ganês, num contexto em que os preços aumentaram mais de 70% desde janeiro.
Entretanto, o GoldBod já antecipa uma melhoria do seu desempenho operacional em 2026. Nas suas projeções anteriores, a instituição apontava para 12 mil milhões de dólares em exportações de ouro artesanal no próximo ano.
Aurel Sèdjro Houenou













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