Bankable, meio de comunicação online especializado em notícias econômicas da República Democrática do Congo, publicará amanhã, 27 de fevereiro de 2026, uma entrevista exclusiva com Olivier Binyingo, presidente do conselho de administração da Kamoa Copper, joint venture que explora o complexo cuprífero Kamoa-Kakula, o maior do país.
Embora a empresa tenha entre seus acionistas o grupo chinês Zijin Mining (39,6%), o jurista exibe serenidade em relação à parceria estratégica entre a RDC e os Estados Unidos, que visa, entre outros objetivos, favorecer o investimento americano no setor de mineração congolesa.
"Independentemente de onde estejamos, a necessidade de minerais críticos estará presente. E, se quisermos alcançar os objetivos que estabelecemos como comunidade global, essa dinâmica é irreversível. (...) As necessidades de cobre e de minerais críticos superam as divisões geopolíticas", explica ele.
"Estamos caminhando para uma escassez estrutural de cobre. Portanto, a tendência de alta dos preços deve se confirmar e acelerar", afirma otimista aquele que, além de presidente da Kamoa Copper, é também vice-presidente responsável por assuntos públicos na Ivanhoe Mines, operadora do Kamoa-Kakula.
Na entrevista, Olivier Binyingo também aborda as consequências de dois eventos significativos que marcaram o projeto Kamoa-Kakula em 2025: o incidente sísmico e a entrada em operação da nova fundição.
Em maio de 2025, a Kamoa Copper relatou uma atividade sísmica subterrânea na mina de Kakula, o que levou a uma reorganização das operações. A empresa anunciou então a retomada da exploração subterrânea na parte oeste de Kakula em 7 de junho de 2025, ao mesmo tempo em que revisava suas perspectivas de produção para 2025, entre 370.000 e 420.000 toneladas de cobre. No final do ano, a nova fundição da empresa, com capacidade nominal de 500.000 toneladas de concentrado por ano, entrou em operação.
Para relembrar, o complexo mineiro de Kamoa-Kakula é detido em 39,6% pela Ivanhoe Mines, 39,6% pelo grupo chinês Zijin Mining, 20% pelo Estado congolês e 0,8% pela Crystal River Global Limited.
Pierre Mukoko













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