Desde a introdução, em agosto de 2025, de tarifas aduaneiras de 15% pelos Estados Unidos sobre certas importações, o comércio entre Yaoundé e Washington tem operado num ambiente tarifário mais restritivo.
Entre agosto e novembro de 2025, as exportações camerunesas para os EUA aumentaram em volume, mas geraram menos receita no mesmo período, segundo nota do Conselho Nacional de Transportadores do Camarões (CNCC).
As quantidades exportadas subiram de 12 959 toneladas em 2024 para 14 588 toneladas em 2025, um aumento de 12,6%. Em contrapartida, o valor das exportações caiu de 46 para 38,3 mil milhões de FCFA, representando uma redução anual de 16,6%.
A polpa de cacau, principal produto exportado para os EUA, concentrou grande parte desta dinâmica. Entre agosto e novembro, os volumes despachados diminuíram de 6 804 para 6 119 toneladas, e as receitas caíram de 43,1 para 34,6 mil milhões de FCFA (-19,7%). O custo unitário médio passou de 6 343 FCFA para 5 665 FCFA por quilograma.
O CNCC indica que a queda do preço unitário pode refletir um ajuste comercial num contexto tarifário menos favorável, embora não seja possível separar exatamente os efeitos das tarifas da evolução do mercado internacional.
Além do cacau, a madeira serrada e a borracha natural também figuram entre os principais produtos exportados para os EUA. O CNCC recomenda diversificar os mercados de destino, apontando países como Países Baixos, Bélgica, Malásia e China.
O Conselho sugere ainda aproveitar melhor as oportunidades oferecidas pela Zona de Livre Comércio Continental Africana, que visa reduzir gradualmente barreiras comerciais entre países africanos, e acelerar a transformação local das matérias-primas, exportando produtos de maior valor agregado e reduzindo a exposição às flutuações tarifárias e choques externos.













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