O Governo da Costa do Marfim lançou uma campanha para incentivar seus estudantes no exterior, principalmente nos Estados Unidos, a retornarem e oferecerem suas habilidades para o desenvolvimento nacional.
O número de estudantes da Costa do Marfim no exterior passou de 6.000 em 2014 para mais de 10.000 em 2024, enquanto quase 50% dos graduados no país expressam o desejo de se estabelecer no exterior.
Enquanto o fenômeno da fuga de cérebros atinge a África, a Costa do Marfim está tentando valorizar seus cidadãos formados no exterior, lançando uma campanha para incentivar os estudantes marfinenses a retornar e colocar suas habilidades a serviço do desenvolvimento nacional.
Durante uma cerimônia organizada na quinta-feira, 13 de novembro de 2025, no auditório do Ministério das Relações Exteriores, da Integração Africana e dos Marfinenses no exterior em Abidjan, o governo da Costa do Marfim, em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos, lançou uma campanha de conscientização para o retorno dos estudantes marfinenses no exterior, especialmente aqueles estabelecidos nos Estados Unidos.
"Se o seu futuro fosse escrito aqui, na Costa do Marfim? Você se destacou nos Estados Unidos, adquiriu uma expertise rara. Agora, o país precisa de seus talentos. O verdadeiro sucesso? É construir onde nossas raízes dão todo o sentido ao nosso sucesso. É hora de voltar, é hora de agir!" - pode-se ler na página do Facebook do Ministério da Promoção da Juventude.
De acordo com informações divulgadas pela Agência Marfinense de Imprensa (AIP), a iniciativa está centrada no slogan: "O sonho americano não apaga o dever marfinense". No lançamento, a embaixadora Jessica Ba observou que o respeito às condições do visto é essencial para fortalecer a cooperação entre os países. "O visto não é um direito. É uma oportunidade excepcional de aprendizado, descoberta e desenvolvimento pessoal, assim como uma responsabilidade", enfatizou ela. Justine Aya Koffi, ex-estudante da Costa do Marfim nos Estados Unidos e agora executiva do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), testemunhou: "Escolhi voltar para casa porque é aqui que minhas habilidades fazem todo o sentido".
O governo não especificou os mecanismos de acolhimento nem os incentivos para os estudantes que decidirem retornar. A valorização das habilidades dos repatriados, seja através de posições na administração, no setor privado ou em projetos nacionais, ainda precisa ser definida, levantando questões sobre a concretização desta iniciativa.
Esta campanha chega num momento em que a intenção de emigração na Costa do Marfim continua alta. De acordo com a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o número de estudantes da Costa do Marfim no exterior passou de 6.000 em 2014 para mais de 10.000 em 2024, enquanto quase 50% dos graduados no país expressam o desejo de se estabelecer no exterior.
Félicien Houindo Lokossou












