Governo guineense e parceiros lançam iniciativa para alfabetizar mais de 2 milhões de indivíduos até 2040.
O plano decorre de um manual recém-aprovado, projetado para padronizar a ação de atores técnicos e sociais, principalmente em áreas rurais.
Enfrentando uma alta taxa de analfabetismo há vários anos, a Guiné lança uma iniciativa ambiciosa para melhorar a educação de jovens e adultos e promover sua inclusão socioeconômica.
Em uma reportagem da RTG, divulgada na segunda-feira, 17 de novembro, na página do Facebook do Ministério da Educação Pré-Universitária e Alfabetização (MEPUA), foi divulgado que o governo guineense e seus parceiros estão trabalhando para alfabetizar mais de 2 milhões de jovens e adultos até 2040. A iniciativa baseia-se num manual de procedimentos recentemente aprovado, projetado para padronizar a ação de atores técnicos e sociais, especialmente em áreas rurais.
De acordo com as informações do canal público, o MEPUA revisou o manual elaborado em 2023 com o objetivo de modernizar os métodos e ferramentas de alfabetização. Momo Damba, diretor nacional de alfabetização, explica que esta atualização permite adaptar o conteúdo às necessidades atuais e esclarece os papéis de ONGs e serviços locais. O programa visa também reforçar a governança local envolvendo autoridades administrativas e formando uma força de trabalho qualificada, capaz de liderar e implementar ações no campo.
Essa iniciativa responde a um desafio significativo. A taxa de analfabetismo permanece alta em 68% desde 2016, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística citado pelo MEPUA em 2024. Ela afeta particularmente as mulheres, que representam mais de 75% das pessoas analfabetas, principalmente em áreas rurais.
A iniciativa surge no momento em que a nova constituição guineense prevê o uso de línguas nacionais na administração. Jean Paul Cedy, Ministro da Educação Pré-Universitária e Alfabetização, enfatizou que é possível efetivamente implementar essa medida mobilizando serviços dedicados à promoção, estudo e valorização dessas línguas para torná-las mais acessíveis aos alunos.
Félicien Houindo Lokossou













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