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A Somália rescinde todos os seus acordos com os Emirados Árabes Unidos

A Somália rescinde todos os seus acordos com os Emirados Árabes Unidos
Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026

O Governo somali anunciou que esta decisão foi tomada com o objetivo de proteger a soberania, a integridade territorial e a unidade nacional. O país invoca ações hostis e desestabilizadoras por parte dos Emirados Árabes Unidos, que ameaçam a independência e a estabilidade política.

O Governo da Somália anunciou, na segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, a rescisão de todos os seus acordos com os Emirados Árabes Unidos (EAU), abrangendo as operações portuárias, as instituições governamentais, bem como a cooperação nos domínios da segurança e da defesa. Segundo o Ministério somali dos Negócios Estrangeiros, esta decisão inclui igualmente os acordos relacionados com os portos de Berbera, Bosaso e Kismayo, assim como as colaborações envolvendo as instituições federais e os Estados membros.

A razão invocada é a proteção da soberania, da integridade territorial e da unidade nacional da Somália. O Governo denunciou «ações hostis e desestabilizadoras dos Emirados Árabes Unidos que ameaçam a independência e a estabilidade política da Somália, violando os princípios internacionais de soberania».

Esta situação insere-se num contexto de tensões regionais e diplomáticas que envolvem igualmente Israel. Segundo várias fontes mediáticas, os EAU estariam a apoiar o recente reconhecimento, por parte de Israel, da República autoproclamada do Somaliland, um território sobre o qual Mogadíscio reivindica soberania.

Recorde-se que, em 26 de dezembro de 2025, Israel se tornou o primeiro país a reconhecer oficialmente o Somaliland, que se separou da Somália em 1991. O Governo somali classificou este reconhecimento como uma «medida ilegal» por parte de Israel. A Arábia Saudita acusou igualmente os Emirados de terem ajudado um separatista iemenita a fugir para Abu Dhabi através do porto de Berbera, o que Mogadíscio qualificou como uma «alegada utilização não autorizada do espaço aéreo e dos aeroportos nacionais da Somália».

Desde a sua declaração de independência, o Somaliland governa a maior parte do território que reivindica, mas ainda não obteve reconhecimento internacional. Segundo a ONU, «procura obter o reconhecimento dos Estados Unidos, mas alguns analistas alertam que esse reconhecimento poderá desestabilizar a região e reforçar grupos terroristas como o Al-Shabab».

Importa ainda salientar que as relações económicas entre a Somália e os Emirados se estendem aos investimentos, às trocas comerciais e à cooperação nos domínios da segurança e da defesa. De acordo com o International Trade Center, em 2024, o volume das trocas entre os dois países foi estimado em 2,22 mil milhões de dólares, incluindo principalmente pedras preciosas, máquinas e aparelhos elétricos e combustíveis minerais.

Lydie Mobio

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