Mecanismo de Benefícios de Adaptação (ABM) lançou oficialmente a implementação de uma fase de transição para o estabelecimento de um Secretariado Permanente até 2027.
Ao atingir a maturidade, o ABM permitirá financiamento para projetos de adaptação e poderá contribuir globalmente para a consecução dos objetivos climáticos.
O Mecanismo de Benefícios de Adaptação (Adaptation Benefits Mechanism, ABM, em inglês), acaba de lançar oficialmente a implementação de uma fase de transição que levará à constituição de um Secretariado Permanente até 2027. O ABM é a primeira abordagem não comercial especificamente reconhecida para a adaptação pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (UNFCCC) no contexto do Acordo de Paris.
Esse importante passo foi marcado em um evento da COP 30 intitulado "ABM chega à maturidade: financiamento climático transformador em ação", realizado no Pavilhão das MDB (bancos multilaterais de desenvolvimento) na quinta-feira, 13 de novembro de 2025.
Desenvolvido e hospedado pelo Banco Africano de Desenvolvimento desde 2019, o ABM está se preparando para emitir benefícios de adaptação certificados (Certified Adaptation Benefits (CABs) - uma nova classe de ativos que pode ser usada para financiar projetos de adaptação.
Durante o evento, o Grupo do Banco fez uma chamada de manifestações de interesse de governos e organizações internacionais que desejam receber o ABM. Uma vez totalmente operacional, pode contribuir para objetivos globais, e o Banco Africano de Desenvolvimento poderá conceder empréstimos aos desenvolvedores de projetos de adaptação na África.
Kevin Kariuki, vice-presidente do Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento para Eletricidade, Energia, Clima e Crescimento Verde, destacou o potencial transformador do mecanismo. Ele apontou que “o ABM representa um meio pelo qual governos podem exigir que emissores contribuam para o financiamento da adaptação, e que o seu estatuto não comercial garante que cada dólar gasto na compra de um CAB é diretamente aplicado na superação dos obstáculos financeiros aos quais os projetos de adaptação se confrontam. Isso é um grande avanço no uso dos escassos financiamentos para o clima”.
Gareth Phillips, responsável pelo financiamento climático e ambiental do Grupo do Banco, destacou a contribuição do ABM para reforçar a resiliência climática: "O Mecanismo de Benefícios de Adaptação prova que a adaptação pode ser financiada eficiente e transparentemente, fora dos mercados tradicionais", explicou.
"Certificando os resultados dos projetos de adaptação, o ABM oferece aos governos, empresas e cidadãos uma maneira credível de demonstrar seu apoio a comunidades vulneráveis enquanto criam uma nova classe de ativos de adaptação que podem atrair investimentos sustentáveis", disse ele.
O evento foi moderado por Luc Gnacadja, co-presidente do Comitê Executivo do ABM. A diretora executiva dos Fundos de Investimento Climático (FIC), Tariye Gbadegesin, estava presente no evento, que foi seguido por um painel reunindo representantes do Quênia, do Observatório do Saara e do Sahel, do Reino Unido e do Grupo do Banco.
À medida que os orçamentos de ajuda pública ao desenvolvimento enfrentam crescentes restrições, o ABM oferece uma alternativa promissora aos mecanismos de financiamento tradicionais, combinando transparência, eficácia e solidariedade em favor da ação climática, ao mesmo tempo que abre caminho para mobilização do setor privado para o financiamento da adaptação.
Para mais informações, consulte o site do ABM.













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