O governo do Djibuti lança o projeto "E-SKILLS" com financiamento da União Europeia, visando aprimorar as habilidades digitais de pelo menos 3000 jovens e mulheres até 2029.
Com um custo de 7 milhões de euros (8 milhões de dólares), a iniciativa engloba a criação da Escola Campus 42 Djibuti, abertura das Casas Digitais nas regiões interiores, e o aumento da competitividade econômica por meio da digitalização das profissões.
O fortalecimento de habilidades digitais é tido como um pré-requisito para a transformação digital. Os países africanos estão multiplicando iniciativas para preencher a lacuna de habilidades que atinge o continente.
Nessa segunda-feira, 24 de novembro, o governo do Djibuti lançou o projeto "E-SKILLS", destinado a fortalecer as habilidades digitais de pelo menos 3000 jovens e mulheres até 2029. Com um custo de 7 milhões de euros (8 milhões de dólares), a iniciativa é financiada pela União Europeia por meio da EU Alliance Horn of Africa.
Segundo a Agência de Informação Djibutiana (ADI), o programa é estruturado em três partes. A primeira prevê a criação da Escola Campus 42 Djibuti, a primeira escola do network internacional 42 no Leste Africano, baseada no aprendizado por projeto e aberta independente de formação prévia. A segunda engloba a inauguração de Casas Digitais nas regiões interiores, as quais oferecem treinamentos, serviços digitais e suporte ao empreendedorismo. A terceira foca em aprimorar a competitividade econômica ao auxiliar a Câmara de Comércio (CCD) e o Centro de Recursos e Competências (CRC) na digitalização das profissões, principalmente no setor portuário e logístico.
A ministra Mariam Hamadou Ali, citada pela ADI, declara que a iniciativa reflete a visão de um Djibuti digital, inclusivo, e soberano, onde cada jovem, mulher, e empreendedor pode se beneficiar das oportunidades oferecidas pelo digital.
A iniciativa faz parte da "Visão Djibuti 2035", roteiro "Smart Nation", e o "Plano Nacional de Desenvolvimento 2025-2030", que objetivam posicionar o país como um hub regional de competências digitais. O governo aspira criar uma economia digital sólida e inclusiva até 2035, explorando o poder das tecnologias de inovação. A estratégia implantada é organizada em torno de um projeto de desenvolvimento do setor de tecnologia de informação e comunicação (TIC) e a economia digital, visando contribuir para o crescimento econômico através do seu valor agregado.
A União Internacional de Telecomunicações (UIT) reconhece que as competências digitais são essenciais para a transformação digital e constituem um catalisador importante para a digitalização de cada país. Incutir tais habilidades tornou-se um elemento chave das estratégias nacionais de transformação digital.
Vale lembrar que as autoridades do Djibuti não especificaram o conteúdo do treinamento. A UIT afirma que além das habilidades digitais básicas, as economias e comunidades atuais precisam de habilidades avançadas e especializadas em áreas como análise de dados, programação, inteligência artificial (IA) e segurança cibernética.
Isaac K. Kassouwi













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