Parceria entre a Autoridade de Regulação de Telecomunicações e Correios Senegalesa (ARTP) e a União Internacional de Telecomunicações (UIT) visa a integração de jovens mulheres no setor digital
Projeto busca fortalecer a participação feminina através do desenvolvimento de habilidades digitais, suporte ao ecossistema e criação de ferramentas digitais; termos operacionais ainda não foram divulgados
O Senegal deseja acelerar o desenvolvimento de seu ecossistema digital para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico do país. Como exemplo, almeja o credenciamento de mais de 500 startups até 2034, com a criação de 150.000 empregos diretos e 200.000 empregos indiretos.
A Autoridade de Regulação de Telecomunicações e Correios Senegalesa (ARTP) anunciou, na quinta-feira (27), a assinatura de um acordo de cooperação com a União Internacional de Telecomunicações (UIT). O objetivo da parceria é promover ecossistemas comerciais digitais que integram jovens mulheres do país.
Esse acordo foi assinado à margem da Conferência Mundial de Desenvolvimento de Telecomunicações (CMDT-25), realizada em Baku, no Azerbaijão, de segunda-feira, dia 17, até sexta-feira, día 28 de novembro. Segundo a ARTP, o projeto apoia jovens mulheres, fortalecendo sua participação no comércio digital através do desenvolvimento de competências, suporte ao ecossistema e criação de ferramentas digitais.
Ainda que não tenham sido revelados em sua comunicação oficial, o regulador de telecomunicações senegalês indica que os termos operacionais e a distribuição de papéis e responsabilidades estão detalhados em um documento de projeto específico. Este será posto em vigor uma vez assinado e após a realização dos procedimentos internos de aprovação no seio da ARTP.
Esta iniciativa pode estar alinhada ao "New Deal tecnológico", que busca tornar o digital um pilar do desenvolvimento socioeconômico e transformar o país em um centro regional e internacional digital até 2034. "Ambicionamos criar um ecossistema dinâmico, baseado na valorização do nosso capital humano, no apoio ao empreendedorismo e na ascensão das PMEs e startups inovadoras. Desta forma, pretendemos estimular a competitividade da nossa economia, fortalecer a coesão social e oferecer a cada cidadão verdadeiras oportunidades de realização profissional", afirmou o presidente Diomaye Faye.
Lembre-se, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) indica que as mulheres empreendedoras enfrentam obstáculos que limitam sua total participação na economia digital. Na África Subsaariana, essas barreiras incluem uma conectividade digital limitada, que impede que empresas e consumidores aproveitem plenamente a transformação digital; acesso desigual a financiamento e capital necessários para o crescimento e expansão transfronteiriça de empresas; significativas lacunas de competências técnicas e não técnicas; e a persistente sub-representação em cargos de liderança.
Isaac K. Kassouwi













Egypt International Exhibition Center, Cairo