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Zâmbia: 100 MW de eólica e solar para reforçar a rede elétrica

Zâmbia: 100 MW de eólica e solar para reforçar a rede elétrica
Terça-feira, 31 de Março de 2026

Embora dependa em grande parte da hidroeletricidade, a Zâmbia continua a diversificar a sua matriz energética para garantir o abastecimento. Esta evolução traz, contudo, novos desafios relacionados com a integração de energias variáveis na rede nacional.

Um novo projeto de produção de eletricidade verde com uma capacidade de 100 MW vai ser implementado na Zâmbia. O acordo, celebrado entre a DZGM Energy Resources e a Zesco Limited, prevê a injeção desta energia na rede nacional.

O Ministério da Energia anunciou, no sábado, 28 de março, a assinatura deste contrato de compra de eletricidade (PPA), que abre caminho ao lançamento de um projeto híbrido combinando energia eólica e solar.

Presente na reunião, o Ministro da Energia, Makozo Chikote (imagem, ao centro), sublinhou «a importância de aumentar a produção de eletricidade e melhorar a fiabilidade do abastecimento».

Romper com a dependência da hidroeletricidade

Na Zâmbia, o sistema elétrico continua a basear-se largamente na hidroeletricidade, que representa mais de 80% da produção, segundo dados do National Energy Compact for Zambia. Esta dependência expõe o país e o seu sistema elétrico às variações climáticas. A seca observada em 2024 causou uma redução significativa da produção, pressionando o abastecimento elétrico durante vários meses.

Para responder a este desafio, as autoridades multiplicam os projetos solares para reforçar a capacidade de produção e melhorar a segurança energética. Em setembro de 2025, a Africa GreenCo e a Serenje Energy celebraram um acordo preliminar relativo a um contrato de compra de eletricidade para a central solar de Lusanje, com uma capacidade de 25 MW.

No final de janeiro, o projeto solar de 20 MW do Natural Resources Development College (NRDC), em Lusaca, foi inaugurado. Em fevereiro, o Ministério da Energia assinou um acordo de implementação com a Goldenray Energy para o desenvolvimento de uma central solar de 118 MWp em Sinazongwe, na província do sul.

Um desafio de estruturação

O projeto assinado com a DZGM insere-se na estratégia do país, detalhada no seu “Integrated Resource Plan (IRP)” de 2024, que visa diversificar a matriz energética e reduzir a dependência da hidroeletricidade, principal fonte de abastecimento.

Introduce a utilização de uma solução híbrida combinando energia eólica e solar. Este tipo de instalação permite distribuir melhor a produção ao longo do dia e reduzir as variações associadas a uma única fonte.

No entanto, à medida que a quota de energias variáveis aumenta, a questão do reforço das infraestruturas elétricas torna-se central, para gerir simultaneamente a procura e uma oferta mais intermitente.

Abdoullah Diop

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