A Flutterwave concluiu a aquisição da Mono, uma start-up atuante em open banking na Nigéria, em Gana e na África do Sul. A fintech busca ampliar sua oferta de serviços, reunindo em uma única plataforma soluções de pagamento, verificação bancária e acesso a dados financeiros.
A Flutterwave, empresa de tecnologia de pagamentos ativa na África, anunciou em 5 de janeiro de 2026 a compra da start-up nigeriana Mono, especializada em open banking. Segundo diversos meios de comunicação nigerianos que citam fontes próximas ao processo, a operação foi realizada integralmente por meio de ações, e o valor da transação está estimado entre 25 e 40 milhões de dólares. O acordo havia sido finalizado em dezembro de 2025, quando Abdulhamid Hassan, fundador e CEO da Mono, indicou que a maioria dos acionistas e o Conselho de Administração da start-up haviam aprovado o projeto de aquisição pela Flutterwave.
A Mono mantém seu funcionamento atual, continuando a operar de forma independente. Sua gestão, suas equipes e suas atividades cotidianas também não sofrem alterações. A Flutterwave não assume o controle operacional, sendo o objetivo declarado um alinhamento estratégico. Esse modelo permite que a Mono continue a desenvolver suas soluções, ao mesmo tempo em que coloca sua infraestrutura a serviço do ecossistema de pagamentos da Flutterwave.
Essa aquisição consolida uma colaboração iniciada em 2021, materializada por diversas parcerias comerciais e técnicas entre as duas entidades.
O open banking no centro da estratégia da Flutterwave
A Mono desenvolve interfaces de programação de aplicações (APIs) que permitem às empresas acessar os dados bancários de seus clientes, iniciar pagamentos e verificar identidades. Essas ferramentas são utilizadas por fintechs, empresas comerciais e desenvolvedores para criar serviços financeiros. Ao integrar as APIs da Mono, a Flutterwave amplia seu campo de atuação. Até então, a fintech concentrava-se principalmente em pagamentos locais e transfronteiriços em mais de 30 países africanos. A partir de agora, sua plataforma também passa a abranger a integração de clientes, a verificação de identidade, a confirmação de contas bancárias, a análise de riscos baseada em dados e os pagamentos bancários diretos, sejam eles pontuais ou recorrentes.
Na prática, essa integração possibilita vários avanços: as empresas conseguem integrar serviços de pagamento com maior rapidez, os controles de identidade tornam-se mais sistemáticos e os riscos de fraude são melhor detectados. Os pagamentos de conta a conta são facilitados, sem a necessidade de múltiplos intermediários. Para a Flutterwave, essa evolução reforça a integração vertical e permite cobrir uma cadeia mais ampla, desde o acesso aos dados bancários até a execução dos pagamentos, passando pelos controles regulatórios.
Qual o impacto sobre o ecossistema fintech?
No médio prazo, essa colaboração abre caminho para novos usos. A Flutterwave menciona o desenvolvimento de métodos de pagamento alternativos, fluxos de pagamento autenticados e, no futuro, casos de uso de stablecoins compatíveis com os princípios do open banking. Para a fintech, o desafio também é econômico: ao controlar uma parte maior da cadeia de valor, a empresa busca melhorar suas fontes de receita, fortalecer a fidelidade de seus clientes e construir uma infraestrutura difícil de replicar.
Por sua vez, a Mono passa a ter acesso a uma rede presente em vários mercados africanos e a um volume maior de transações. Fundada em 2020, a start-up atua atualmente na Nigéria, na África do Sul e em Gana. Ao integrar-se à Flutterwave, ela se insere em uma plataforma utilizada por empresas de diferentes portes em todo o continente, com o objetivo comum de construir uma base financeira de uso em larga escala.
Chamberline Moko













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