O PEL 39, situado na bacia de Orange, ao largo da Namíbia, despertou grande entusiasmo após as sucessivas descobertas realizadas pelo operador anglo-holandês Shell, um entusiasmo que foi temperado desde a depreciação anunciada por razões comerciais.
Enquanto a Shell indicou já em agosto de 2025 que planeava relançar a exploração do bloco PEL 39, segundo uma declaração citada pela S&P Global Commodity Insights, novos elementos esclarecem agora o calendário operacional.
De acordo com informações divulgadas na quinta-feira, 11 de dezembro, pela imprensa internacional, o lançamento da campanha, previsto para abril de 2026, incluirá um programa de cerca de cinco poços de exploração.
Este desenvolvimento ocorre após uma depreciação de cerca de 400 milhões de dólares numa das descobertas realizadas pela Shell no bloco. Trata-se de um retorno operacional destinado a adquirir dados adicionais e avaliar a viabilidade comercial dos recursos.
Para tal, a Shell prevê prospectar uma área explorada desde 2021, na origem das descobertas de Graff, La Rona e Jonker. Várias análises mencionam dificuldades geológicas, uma elevada proporção gás/petróleo e uma viabilidade comercial que ainda não foi demonstrada.
Com esta nova campanha, a Shell e os seus parceiros — QatarEnergy e a National Petroleum Corporation of Namibia (Namcor), companhia petrolífera nacional — pretendem continuar a avaliação do potencial do PEL 39 e verificar se podem ser identificados volumes exploráveis comercialmente.
A Shell não é a única multinacional confrontada com desafios técnicos na bacia de Orange. A agência Reuters recorda que a TotalEnergies e a Chevron também prosseguem trabalhos de avaliação, entre grandes descobertas e poços não comerciais.
Além disso, sabe-se que o campo petrolífero Mopane, sobre o qual a operadora Galp cedeu parte dos seus interesses à TotalEnergies, também está a ser alvo de análises técnicas sobre a proporção de gás nos volumes identificados, sendo que a TotalEnergies se tornará operadora na sequência de um acordo firmado há poucos dias.
Abdel-Latif Boureima













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