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Níger: entre desafios logísticos e financeiros, produção de urânio na mina Dasa adiada

Níger: entre desafios logísticos e financeiros, produção de urânio na mina Dasa adiada
Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2025

O Níger nacionalizou, em junho de 2025, a sua única mina de urânio em exploração, até então detida pela francesa Orano. Entre os projetos que podem apoiar a produção nacional, a futura mina de urânio Dasa, da canadiana Global Atomic, ocupa um lugar de destaque, mas o seu desenvolvimento sofreu atrasos.

Inicialmente prevista para o segundo semestre de 2026, a entrada em operação da unidade de tratamento da mina de urânio Dasa no Níger foi agora adiada por um ano. A empresa mineira canadiana Global Atomic tomou esta decisão devido ao encerramento da fronteira com o Benim e às dificuldades em mobilizar o financiamento necessário para a construção da mina.

Desde 2023, com o golpe de Estado liderado pelo general Abdourahamane Tiani, agora presidente do Níger, o país do Sahel encontra-se privado do porto de Cotonou, no Benim, o mais fiável e direto para as suas importações e exportações. Embora o governo beninense tenha sido inicialmente o primeiro a fechar a fronteira comum, Niamey manteve posteriormente o statu quo, acusando as autoridades de Cotonou de cooperarem com a França, num contexto de tensões com Paris.

Contactada pela Agência Ecofin, a Global Atomic indicou ter privilegiado «outras rotas» para continuar a importar os equipamentos necessários ao desenvolvimento do projeto Dasa, embora isso tenha tomado «mais tempo e se revelado mais caro». Apesar de os detalhes das novas rotas não terem sido especificados, importa notar que o encerramento da fronteira com o Benim tornou o porto de Lomé, no Togo, o recurso habitual para o trânsito das exportações e importações nigerianas. Esta alternativa, no entanto, demora mais tempo e exige passar por zonas sob controlo de grupos jihadistas no território do Burkina Faso.

Para além desta limitação logística, o golpe de Estado de julho de 2023 no Níger teve também consequências no processo de financiamento da mina. A Global Atomic prevê mobilizar a maior parte dos fundos (424 milhões de USD de investimento inicial, segundo um estudo de viabilidade de 2024) através de um empréstimo, sobretudo junto de um banco americano.

«Após o golpe de Estado no Níger em julho de 2023, este financiamento sofreu atrasos e apenas recentemente ultrapassou a primeira etapa do processo formal de aprovação do banco […] Com o processo de aprovação agora em curso, pretendemos iniciar o tratamento no segundo semestre de 2027», declarou um porta-voz da empresa por correio eletrónico.

Importa salientar que esta nova previsão continua dependente da obtenção do financiamento. Caso o banco americano em questão analise o pedido da Global Atomic, nada indica, para já, que venha a aprovar a concessão do empréstimo. A empresa está, aliás, a explorar outras opções e indicou solicitar a opinião do governo canadiano para «uma solução de financiamento alternativa envolvendo a aquisição de uma participação minoritária» na filial nigeriana da Global Atomic responsável pelo projeto Dasa.

O Níger é o 8.º maior produtor de urânio do mundo, segundo a World Nuclear Association, com 1.130 toneladas extraídas em 2023, correspondendo a 2% da produção mundial.

Emiliano Tossou

 

 

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