O aumento das necessidades energéticas e a procura de um melhor controlo dos custos estão a acelerar a adoção da energia solar pelas indústrias africanas. Na Costa do Marfim, a SC CI ilustra esta dinâmica ao assinar um segundo contrato em três meses no setor.
Num comunicado publicado na segunda-feira, 15 de junho, o promotor SolarX anunciou a assinatura de um contrato com a Sociedade de Cimentos da Costa do Marfim (SC CI) para a construção de uma central fotovoltaica em cobertura, com capacidade de 1,82 MWp, no seu site 1, em Abidjan.
Este novo projeto confirma a vontade da cimenteira de apostar na energia solar para alimentar as suas instalações industriais, após uma primeira parceria estabelecida com a Daystar Power em março passado.
«Esta iniciativa insere-se na estratégia de desenvolvimento sustentável da SC CI, definida pelo Atlantic Group para todas as suas filiais», declarou Djeneba Konet, representante do Atlantic Group, empresa-mãe da SC CI.
Financiamento integral da SolarX
Segundo os termos do acordo, a SolarX assegurará integralmente o financiamento do projeto, sem necessidade de investimento de capital por parte da SC CI. A empresa ficará igualmente responsável pela instalação, operação e manutenção da central durante um período de oito anos.
O montante do investimento não foi divulgado.
O projeto, cuja entrada em funcionamento está prevista para dezembro de 2026, deverá permitir à SC CI garantir uma parte do seu fornecimento energético, reduzindo simultaneamente as suas emissões de carbono. A SolarX estima que a instalação permitirá evitar cerca de 1 237 toneladas de CO₂ por ano.
Uma resposta aos custos energéticos das indústrias pesadas
Este anúncio surge alguns meses após a assinatura de um acordo entre a SC CI e a Daystar Power para o desenvolvimento de uma central solar de 5,2 MWp noutra unidade industrial na Costa do Marfim. Os detalhes sobre o estado de avanço deste primeiro projeto ainda não foram divulgados.
À semelhança de outras indústrias intensivas em energia no continente africano, o setor cimenteiro está a recorrer cada vez mais às soluções solares para reduzir os custos de eletricidade e limitar a exposição às oscilações do fornecimento energético.
Os modelos propostos por promotores especializados, que financiam, constroem e exploram as instalações, permitem também às empresas aceder à energia solar sem mobilizar grandes capitais numa fase inicial dos projetos.
Abdoullah Diop













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