Na Zâmbia, os contratos de compra de eletricidade a longo prazo tornam-se um instrumento central para atrair investidores privados no setor solar, num contexto marcado pela vontade de diversificar a matriz energética.
O grupo canadiano Stardust Solar Energy anunciou na terça-feira, 13 de janeiro de 2026, a assinatura de um contrato de compra de eletricidade de 20 anos na Zâmbia para o desenvolvimento de uma central solar fotovoltaica de 30 MW. O acordo foi firmado com a ZESCO Limited, a companhia pública de eletricidade do país, através da sua filial local, Stardust Solar Zambia.
De acordo com o comunicado, o contrato prevê a venda da eletricidade produzida a uma tarifa fixa de 0,07 USD/kWh durante 20 anos. O projeto deverá gerar receitas brutas contratuais entre 60 e 90 milhões de USD ao longo da vigência do contrato, com base nas atuais estimativas de produção e procura.
A Stardust Solar será responsável pelo financiamento do desenvolvimento e construção do projeto, bem como pelos serviços de engenharia e supervisão técnica. Em contrapartida, o grupo receberá uma taxa equivalente a 50% das receitas energéticas líquidas, após dedução dos custos operacionais autorizados.
Este anúncio surge num contexto de aceleração dos investimentos solares na Zâmbia, impulsionados pela vontade das autoridades de reduzir a forte dependência do país da energia hidrelétrica. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a hidreletricidade representava cerca de 90% da produção elétrica nacional em 2023, expondo o sistema a elevados riscos em períodos de seca.
Desde 2025, vários projetos solares de grande capacidade foram lançados ou entraram em fase operacional em diferentes províncias, incluindo centrais de 100 MW em Siavonga, Chisamba e Chirundu, bem como projetos de porte intermédio em Choma e Mansa.
Estes projetos são desenvolvidos pela ZESCO Limited, suas filiais ou produtores independentes, e visam reforçar a segurança de fornecimento da rede elétrica nacional.
Abdoullah Diop













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