African Rainbow Minerals (ARM) planeja fazer um investimento significativo no cobre na Papua Nova Guiné
Iniciativa requer um investimento de quatro a cinco bilhões de dólares, indicando a transição estratégica da empresa para o cobre, um metal chave na transição energética global
A African Rainbow Minerals (ARM) da África do Sul possui um importante portfólio de ativos minerários, incluindo metais do grupo platina (PGMs), níquel, minério de ferro e ouro. Com a transição energética, ela está iniciando aos poucos sua incursão no cobre.
A ARM, uma holding de mineração sul-africana, está atualmente considerando fazer um grande investimento em cobre na Papua Nova Guiné. Segundo afirmações atribuídas pela Reuters ao bilionário Patrice Motsepe, também CEO da empresa, este objetivo exigiria um "investimento de quatro a cinco bilhões de dólares no final". Esse anúncio reforça ainda mais sua transição para o cobre, um metal estratégico para a transição energética mundial.
As operações da ARM são principalmente baseadas na África do Sul, onde ela detém interesses em um amplo portfólio de ativos minerários, incluindo metais do grupo platina (PGM), minério de ferro, cromo, níquel, ouro e carvão. Em 2024, ela expandiu seus investimentos para o cobre, adquirindo uma participação na Surge Copper, operadora do projeto de cobre Berg no Canadá.
O novo investimento anunciado na Papua Nova Guiné envolve um projeto em parceria com a empresa americana Newmont Corp. O ativo específico não foi especificado, mas sabe-se que a Newmont está ativa no país do Pacífico no projeto de cobre-ouro Wafi-Golpu, em joint venture com a Harmony Gold, empresa sul-africana na qual a ARM detém 12,1% das ações.
Enquanto aguardamos mais detalhes, vale ressaltar que a aceleração dos investimentos da ARM no cobre está alinhada com seu plano de crescimento. Em seu relatório anual integrado de 2024, o grupo já declarava seu objetivo de médio a longo prazo de "desenvolver e adquirir ativos relacionados ao cobre". Esta estratégia se enquadra em um contexto mais amplo, onde a demanda por este material prima está prevista para crescer devido à transição energética.
Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o mercado de cobre poderá ter um déficit de fornecimento de 30% até 2035, sendo necessárias novas minas para atender à demanda de consumo. Resta ver como a ARM se posicionará para aproveitar estas perspectivas. De acordo com Patrice Motsepe, além da Papua Nova Guiné e de seu investimento no Canadá, a empresa também está visando o setor de cobre na Austrália.
No entanto, nenhuma menção foi feita sobre a África, que abriga importantes países produtores de cobre, incluindo a República Democrática do Congo, que é o segundo maior produtor do mundo.
Aurel Sèdjro Houenou













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