A produção de eletricidade na Bacia do Níger cresceu devido ao aumento do gás fornecido a partir do bloco OML 17, operado pela Companhia Nacional de Petróleo da Nigéria (NNPC Ltd) e pelo grupo local, Heirs Energies.
O aumento do fornecimento de gás permitiu aumentar a quantidade de gás destinada à rede elétrica, dobrando a oferta para cerca de 135 milhões de pés cúbicos padrão por dia, sem os custos e tempo adicionais de uma nova campanha de perfuração.
A disponibilidade de eletricidade continua sendo um dos principais desafios econômicos na Nigéria, onde os cortes de energia são frequentes. Para enfrentar essa situação, o governo federal tem multiplicado as iniciativas para melhorar o abastecimento e estabilizar a rede.
No delta do Níger, o aumento do gás fornecido a partir do bloco OML 17, operado conjuntamente pela NNPC Ltd e pelo grupo local Heirs Energies, resultou em um progresso na produção de eletricidade. De acordo com informações divulgadas pela imprensa local em 27 de novembro de 2025, ambos os parceiros anunciaram que a reativação de um poço não associado dobrou a oferta de gás para cerca de 135 milhões de pés cúbicos padrão por dia. Essa medida aumentou os volumes destinados à rede elétrica, sem a necessidade dos custos e prazos de uma nova campanha de perfuração.
Esse aumento foi direcionado para as usinas elétricas da TransAfam Power, First Independent Power Limited e Geometric Power, melhorando a produção de eletricidade em uma área frequentemente sujeita a flutuações de fornecimento. Dados publicados pela Heirs Energies mostram que a TransAfam Power aumentou sua produção de cerca de 50 megawatts para mais de 180 megawatts, com picos de até 200 megawatts.
Segundo dados da Nigerian Electricity Regulatory Commission (NERC), mais de 62% da capacidade elétrica disponível na região não pôde ser utilizada em 2024, principalmente devido ao fornecimento insuficiente ou irregular de gás às usinas. Agora, essas instalações fornecem conjuntamente mais de 350 megawatts, em comparação com cerca de 100 megawatts antes da intervenção. A questão é se essa melhora poderá se manter, considerando os persistentes desafios do sistema elétrico nigeriano. Sua sustentabilidade depende tanto de um fornecimento regular de gás quanto da capacidade da rede nacional de transmitir a eletricidade produzida de forma estável.
Abdel-Latif Boureima













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