Após três tentativas frustradas em 2024, a BHP desistiu de sua fusão com a Anglo American, que anunciou um acordo de fusão com a canadense Teck Resources este ano. BHP tentou comprar a empresa britânica mais uma vez, embora não tenham sido divulgados o valor nem os novos termos da fusão proposta.
Após três tentativas frustradas em 2024, a BHP pareceu desistir da ideia de uma fusão com a Anglo American. A empresa com sede em Londres anunciou este ano um acordo de fusão com a canadense Teck Resources, na intenção de criar um dos cinco maiores produtores mundiais de cobre.
A BHP anunciou na segunda-feira, 24 de novembro, sua renúncia definitiva a uma fusão com a Anglo American. A declaração veio após informações divulgadas na imprensa internacional, indicando que o grupo minerador ainda havia feito uma oferta para adquirir a empresa britânica, que atualmente se dedica a uma fusão com a canadense Teck Resources.
"A BHP continua acreditando que uma fusão com a Anglo American apresentaria sólidas vantagens estratégicas e criar valor significativo para todas as partes envolvidas. Entretanto, a BHP está convencida do grande potencial de sua própria estratégia de crescimento orgânico", afirmou o grupo em um comunicado.
Em 2024, a BHP já havia feito três propostas infrutíferas para adquirir a Anglo American; a última delas avaliada em 49 bilhões de dólares. Em suas propostas, a BHP exigiu que a empresa britânica se desfizesse de seus ativos de platina e ferro, uma exigência que não encontrou respaldo entre os membros do conselho. Após o fracasso da operação, a Anglo American iniciou uma reestruturação de suas operações, desfazendo-se de sua divisão de platina na África do Sul e de suas operações de carvão.
A empresa por outro lado manteve sua divisão de ferro, a Kumba Iron Ore, ativa principalmente na África do Sul. O valor e os novos termos da fusão proposta pela BHP não foram divulgados. Também não é possível saber, pelo menos por enquanto, se a transação proposta ainda inclui as exigências anteriores para a venda de determinadas operações. A fusão entre a Anglo e a Teck, que deve criar uma gigante mineradora avaliada em 53 bilhões de dólares e que figura entre os cinco primeiros produtores globais de cobre, ainda necessita da aprovação dos acionistas dos dois grupos no dia 9 de dezembro. A aprovação das autoridades regulatórias de diferentes países deve seguir.
Essa fusão ocorreria em um momento em que a Anglo ainda não completou a reestruturação iniciada após a recusa de se associar com a BHP. O último passo importante é a cisão da divisão de diamantes, De Beers, que deve se tornar uma entidade independente.
A operação é complexa, parcialmente por causa de um mercado global de diamantes em queda, mas também pelo interesse do governo de Botswana, que quer assumir o controle de seu principal parceiro na exploração de pedras preciosas. Sendo historicamente o maior produtor mundial de diamantes em termos de valor, o Botswana tem 15% de participação na De Beers. A cisão também interessa a Angola, que no último ano substituiu Botswana como o maior produtor africano em termos de valor, mas não de volume.
Emiliano Tossou













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