Enquanto a poluição por plástico constitui um problema grave no Senegal e em Cabo Verde, este projeto deverá contribuir para melhorar a gestão sustentável dos resíduos plásticos, promover a economia circular e criar empregos verdes.
O Senegal e Cabo Verde procederam ao lançamento oficial de um projeto destinado ao controlo, gestão e redução dos resíduos plásticos. O anúncio foi feito pelo Ministério do Ambiente e da Transição Ecológica do Senegal na segunda-feira, 9 de março.
O projeto intitula-se “Reforço das capacidades de Cabo Verde e do Senegal para o controlo, a gestão e a redução dos resíduos plásticos, em conformidade com as disposições da Convenção de Basileia”. O objetivo é reforçar as capacidades institucionais e técnicas dos dois países, de modo a melhorar a gestão dos resíduos plásticos e combater de forma mais eficaz a poluição, sublinha o ministério. A iniciativa deverá ainda melhorar a gestão sustentável dos resíduos plásticos, promover a economia circular, criar empregos verdes e reforçar a cooperação entre atores públicos, privados e comunitários.
No Senegal, a proliferação do plástico está particularmente ligada ao uso massivo de sacos e embalagens descartáveis. Segundo Khadidiatou Dramé, coordenadora da célula jurídica do ministério, a poluição plástica constitui um desafio importante. O país produz todos os anos mais de 250 000 toneladas de resíduos plásticos, dos quais cerca de 50% provêm de Dakar, a capital.
Cabo Verde, por sua vez, está particularmente exposto aos resíduos plásticos marinhos transportados pelas correntes oceânicas. Todos os anos, milhares de toneladas de plástico acumulam-se nas praias, colocando em risco os ecossistemas marinhos. A poluição plástica ameaça a biodiversidade local e a saúde da população.
Para enfrentar esta situação, os dois países implementaram várias iniciativas. No Senegal, o Estado aprovou em 2020 uma lei que proíbe a produção, utilização e importação de sacos e produtos plásticos com forte impacto ambiental, ao mesmo tempo que acelera a dinâmica a favor da economia circular. No entanto, “a aplicação desta lei apresenta resultados aquém das expectativas das autoridades públicas”, sublinhou Diadji Niang, diretor da plataforma multiactor para o desenvolvimento da economia circular do plástico.
Em Cabo Verde, um projeto de três anos foi lançado em janeiro, em parceria com o Fundo Francês para o Ambiente Mundial. A iniciativa pretende reduzir a poluição plástica na origem, restaurar a biodiversidade e reforçar as capacidades locais para uma melhor gestão dos plásticos.
Lydie Mobio













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