Esta exposição inédita, que combina uma seleção de pinturas e esculturas de África com as criações artísticas do brasileiro Gonçalo Ivo, forma um conjunto que se inscreve no imaginário de Édouard Glissant.
Durante mais de três meses, a exposição « Gonçalo Ivo — Janela para a África » será realizada em Paris, na La Maison Gacha. Este espaço cultural híbrido dedica-se à preservação e valorização dos saberes e ofícios manuais de África e de outras partes do mundo.
De sexta-feira, 20 de março, a quinta-feira, 9 de julho, o evento ecoará como o legado e a memória de Édouard Glissant (1928-2011), escritor e filósofo martinicano, laureado com o prêmio Renaudot em 1958 pelo seu romance La Lézarde. No mesmo ano, nasceu o pintor Gonçalo Ivo, criador de obras de artes plásticas como uma ponte entre dois universos, oferecendo uma « Janela para a África ». Uma arte que, voluntariamente, se liberta das restrições convencionais.
« A exposição se inscreve no pensamento de Édouard Glissant […], para quem o museu do amanhã não deve "recapitular" uma narrativa fechada, mas inventar continuamente novos arranjos e novas relações. Ela se torna um espaço de circulação das formas… », comenta a plataforma do instituto.
ARTinside
Uma exposição da Fundação Gacha, nos Camarões
A cultura africana em destaque
A exposição explora uma dupla dimensão, física e abstrata, onde fragmentos de peças desmembradas se unem para, finalmente, se absorver, criando novas obras.
As tradições têxteis e artesanais de África — do Congo, da Costa do Marfim, do Togo e dos Camarões — dialogam com a arte contemporânea abstrata, esculturas totêmicas e composições geométricas. Entre os tecidos kasaí, baoulé e kenté, as cabaças bamiléké e as obras plásticas não figurativas, instaura-se uma troca rica onde heranças e modernidade se encontram.
Esta iniciativa artística converge para os princípios de interculturalidade e disseminação do saber da La Maison Gacha. Para relembrar, a instituição tem suas origens na Fundação Jean-Félicien Gacha, localizada em Bangoulap, na região Oeste dos Camarões. Seus objetivos estão centrados numa programação cultural, desenvolvida tanto no local quanto fora dele, através de exposições, conferências, residências artísticas e oficinas.
Ubrick F. Quenum













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