Com uma nova ligação de longo curso para a África Oriental, a transportadora omanense insere-se na recomposição progressiva dos fluxos aéreos entre o Golfo e o continente africano. Nos últimos anos, a concorrência entre companhias do Médio Oriente intensificou-se em torno de interesses turísticos, económicos e geoestratégicos.
A Oman Air, companhia aérea nacional do Sultanato de Omã, anunciou o lançamento próximo dos seus primeiros voos diretos com destino à África subsaariana, com a abertura de uma ligação para Kigali, no Ruanda. Esta rota, prevista a partir de junho de 2026 desde Mascate, sujeita a aprovações regulamentares, marcará um passo importante no reforço da conectividade aérea entre as duas regiões.
Este anúncio ocorre enquanto o Ruanda se posiciona cada vez mais como um dos principais destinos emergentes na África Oriental, especialmente para o turismo e para o segmento MICE (reuniões, incentivos, conferências e exposições). Segundo o governo omanense, o lançamento de voos diretos para Kigali contribuirá para fortalecer a conectividade internacional do país, apoiando o comércio, o investimento e a cooperação económica. A capital ruandesa juntar-se-á assim às cidades africanas já servidas pela Oman Air, principalmente no Norte de África, nomeadamente o Cairo (Egito).
A expansão da rede africana da Oman Air insere-se ainda num contexto de forte intensificação da presença das companhias aéreas do Golfo no continente. Transportadoras como Emirates, Qatar Airways e Etihad Airways multiplicaram nos últimos anos a abertura de novas rotas africanas, ao mesmo tempo que desenvolveram acordos de partilha de código com companhias locais.
A Qatar Airways, que adota um dos posicionamentos mais estratégicos em África, é acionista da RwandAir e da Airlink, e figura entre os principais financiadores do novo Aeroporto Internacional de Bugesera, atualmente em construção a cerca de 25 km de Kigali, com um investimento estimado em 2 mil milhões de USD.
Henoc Dossa













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