O grupo bancário, com sede em Londres, responde assim ao interesse dos compradores numa venda global, em vez da atividade de gestão de património e banca de retalho, como anunciado em novembro de 2024. Prossegue a reorganização das suas operações em África.
O grupo bancário Standard Chartered, sediado em Londres, está a estudar a possibilidade de ceder na totalidade as suas operações no Botswana. O anúncio foi feito na terça-feira, 13 de janeiro de 2026.
A operação envolve as filiais de banca de retalho, banca corporativa e de investimento, bem como de gestão de património do Standard Chartered no Botswana. O grupo britânico indica que o processo de venda depende da obtenção das autorizações regulatórias e de outras aprovações necessárias. Estima que a conclusão da transação levará entre 12 a 15 meses. Caso a operação se concretize, marcará a saída do grupo do mercado botswanense.
Inicialmente, o Standard Chartered não planeava vender todas as suas atividades no Botswana. Em novembro de 2024, o grupo tinha anunciado que estudaria apenas a venda da sua atividade de gestão de património e banca de retalho, com o objetivo de se concentrar na banca corporativa e de investimento.
Após negociações com potenciais compradores, a estratégia mudou. Estes indicaram que haveria maior interesse na aquisição de todas as operações, considerando que o tamanho combinado do banco permitiria uma utilização mais eficiente dos recursos, um melhor financiamento das operações e uma base de clientes mais ampla. Assim, o grupo decidiu estudar a venda de todas as suas atividades no Botswana, incluindo a banca corporativa e de investimento. Esta decisão altera o âmbito da transação e aumenta o valor potencial da cedência.
Uma estratégia africana em evolução
Uma saída completa do Botswana representaria um novo passo no recente reposicionamento estratégico do Standard Chartered em África. Mpho Masupe, diretor-geral do grupo no Botswana, afirmou que o banco está preparado para esta transição. Explicou que a organização atual pode continuar a operar sob outro proprietário e salientou que a dimensão das operações está adequada ao mercado local, o que poderá facilitar a sua continuidade após a venda.
Embora o grupo esteja a preparar a sua saída do Botswana, afirma que África continua a ser uma área central da sua rede global. Nos últimos anos, reduziu a sua presença em vários países do continente, retirando-se ou diminuindo atividades no Zimbabué, Angola, Camarões, Gâmbia, Serra Leoa, Zâmbia e Tanzânia.
Estas decisões fazem parte de uma estratégia que visa concentrar recursos em certos mercados e atividades mais rentáveis, nomeadamente na Ásia e no Médio Oriente.
Chamberline Moko













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