Esse desenvolvimento ocorre em um contexto de fortalecimento das ligações marítimas entre a Ásia e a África. Iroko é uma linha de transporte lançada pela MSC para conectar diretamente os portos asiáticos a várias fronteiras portuárias da África Ocidental e da África Central.
A armadora MSC (Mediterranean Shipping Company) informou que, a partir do final de janeiro de 2026, seu serviço marítimo Iroko oferecerá uma conexão direta entre a China, Singapura e o porto sul-africano de Cidade do Cabo. Essa modificação amplia a cobertura geográfica da linha para a África Austral, mantendo o atendimento aos portos da África Central e Ocidental.
Segundo a empresa, a nova configuração do serviço baseia-se em uma rotação que liga vários portos asiáticos, incluindo Ningbo, Nansha e Singapura, a portos africanos localizados nas regiões austral, central e ocidental do continente africano. O novo itinerário completo é: Ningbo – Nansha – Singapura – Cidade do Cabo – Pointe-Noire – Cotonou – Apapa – Tincan/Lagos – Onne – Lobito – Cidade do Cabo – Singapura – Xiamen – Ningbo. O primeiro navio a operar nesta nova rotação será a viagem FN604A, com escala prevista em Ningbo em 23 de janeiro de 2026.
Como particularidade de sua oferta, a armadora informa operar este serviço de forma autônoma, permitindo oferecer uma capacidade superior à da concorrência. “Este serviço reforçado se destaca no mercado por sua configuração autônoma e ilustra o compromisso da MSC em fortalecer a conectividade da África com seus principais parceiros comerciais, incluindo a China”, indica a empresa, ressaltando que a oferta atenderá a diversos setores, incluindo distribuição, embarque de painéis solares e outras indústrias de bens destinados aos consumidores finais.
O serviço Iroko foi lançado pela MSC em setembro de 2025 como ligação marítima direta entre a China, Singapura e vários portos da África Ocidental e Central, incluindo Pointe-Noire, Cotonou, Lagos, Onne e Lobito. Na ocasião, a empresa destacou ligações semanais adicionais, destinadas a complementar os fluxos que transitam por hubs regionais como Lomé ou Tema, bem como a reduzir as interrupções de carga relacionadas às operações de feeder.
O lançamento do serviço fazia parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da capacidade da MSC nas rotas africanas, materializada, em particular, pela introdução de porta-contêineres de grande capacidade em vários corredores do continente.













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