A Reserva de Fauna do Ocapi, situada no coração da floresta do Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, é um dos mais importantes santuários de biodiversidade da bacia do Congo. Criada em 1992 e inscrita como Património Mundial da UNESCO em 1996, estende-se por quase 14.000 km² de florestas equatoriais antigas, verdadeiros refúgios para espécies endémicas e ameaçadas.

O ocapi, símbolo da reserva e espécie emblemática da RDC, encontra ali um dos seus últimos redutos naturais. Estima-se que cerca de um sexto da população mundial ainda sobreviva nessa área protegida. Ao lado desse animal discreto, a reserva abriga numerosos mamíferos, como elefantes-da-floresta, bongos, búfalos, leopardos e uma grande diversidade de primatas. Mais de 370 espécies de aves também foram registadas, algumas exclusivas da bacia do Congo.

A riqueza natural da reserva convive com comunidades indígenas, especialmente os Mbuti e os Efe, cujas tradições de caça e coleta há muito fazem parte do equilíbrio ecológico da floresta. Atualmente, programas de conservação procuram trabalhar em parceria com essas populações para conciliar a proteção da fauna com a melhoria das condições de vida.

Apesar de seu estatuto protegido, a reserva enfrenta ameaças persistentes. A caça ilegal, o desmatamento, a mineração ilegal e a insegurança regional fragilizaram os seus ecossistemas. A expansão da mineração artesanal de ouro, em particular, provoca a destruição da cobertura florestal e perturba profundamente a fauna. As equipas do Instituto Congolês para a Conservação da Natureza, juntamente com parceiros internacionais, trabalham para reforçar a vigilância e combater essas atividades ilícitas.













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