Os presidentes da Costa do Marfim e do Quénia manifestaram a sua vontade de reforçar as relações económicas e diplomáticas entre os seus países. Defenderam igualmente uma cooperação africana mais integrada em torno das questões de financiamento, segurança e desenvolvimento do continente.
A Costa do Marfim vai abrir uma embaixada no Quénia. Esta decisão foi tomada durante um encontro bilateral entre os dois países, à margem da cimeira Africa Forward, segundo um comunicado publicado no domingo, 10 de maio.
Esta iniciativa visa consolidar as relações de amizade e cooperação entre os dois países e reforçar os seus laços bilaterais, abordando simultaneamente várias questões estratégicas para o continente africano. Insere-se numa dinâmica de aproximação entre Abidjan e Nairobi.
“Também discutimos as perspetivas de desenvolvimento das trocas económicas e comerciais entre as nossas duas nações”, declarou o presidente marfinense Alassane Ouattara.
Esta decisão surge num contexto em que as relações entre Abidjan e Nairobi têm conhecido um fortalecimento progressivo nos últimos anos. O Quénia, considerado uma das principais economias da África Oriental, procura reforçar a sua presença diplomática e comercial na África francófona, com a abertura de uma embaixada em Abidjan em julho de 2024.
Em setembro de 2025, o embaixador queniano na Costa do Marfim, Langat Andrew Christopher, foi recebido pela Câmara de Comércio e Indústria da Costa do Marfim para explorar novas parcerias económicas entre os dois países.
Os dois Estados trabalham atualmente na finalização de um acordo-quadro de cooperação destinado a reforçar as suas relações económicas e comerciais. Os setores dos transportes aéreos, comércio, investimento e inovação figuram entre as áreas de cooperação identificadas.
Com efeito, as trocas comerciais entre a Costa do Marfim e o Quénia atingiram 11,29 milhões de dólares em 2024, segundo dados da Organização Mundial do Comércio. Estas trocas foram fortemente dominadas pelas importações de café, chá, cacau e especiarias.
Para além do simbolismo diplomático, este encontro ocorre num contexto de reforço da integração económica africana e das parcerias Sul-Sul. À margem da cimeira Africa Forward, Alassane Ouattara defendeu uma cooperação reforçada entre as regiões africanas para estimular o comércio intra-africano e o crescimento do continente.
Por sua vez, William Ruto insistiu na necessidade de mecanismos de financiamento sustentáveis para apoiar o desenvolvimento de África. Apresentou igualmente a cimeira como uma plataforma de reflexão sobre várias questões estratégicas, incluindo a reforma financeira internacional, a industrialização, a inteligência artificial, a economia azul e a saúde.
Carelle Yourann (estagiária)













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