Facebook Agence Ecofin Twitter Agence Ecofin LinkedIn Agence Ecofin
Instagram Agence Ecofin Youtube Agence Ecofin Tik Tok Agence Ecofin WhatsApp Agence Ecofin
Equipe Publication

Equipe Publication

  • Egito lança nova rodada de licitações internacionais para exploração de petróleo e gás no Mar Vermelho;
  • O período de licitação, gerenciado pela empresa estatal Ganoub El Wadi Petroleum Holding Company (GANOPE), permanecerá aberto até 3 de maio de 2026.

O Cairo tem multiplicado as iniciativas para revitalizar a exploração offshore. Tendo em vista a diminuição da produção de gás nos últimos meses e o aumento das importações de gás natural liquefeito (GNL), as autoridades buscam fortalecer a segurança energética nacional.

O Egito lançou uma nova rodada de licitações internacionais para a exploração de petróleo e gás no Mar Vermelho. A operação, oficializada na terça-feira, 4 de novembro de 2025, pelo Ministro do Petróleo e Recursos Minerais, Karim Badawy, durante a Abu Dhabi International Petroleum Exhibition and Conference (ADIPEC 2025), envolve os blocos offshore RS-1, RS-2, RS-3 e RS-4.

O processo, que ocorre por meio da plataforma digital Egypt Upstream Gateway (EUG) e é gerenciado pela empresa estatal Ganoub El Wadi Petroleum Holding Company (GANOPE), permanecerá aberto até domingo, 3 de maio de 2026. De acordo com as autoridades egípcias, o arranjo se baseia em um modelo de compartilhamento de produção visando tornar as condições mais atraentes para os investidores estrangeiros.

Conforme o Middle East Economic Survey (MEES), a produção de petróleo bruto do país atingiu cerca de 537 mil barris por dia em 2024. O país deseja estabilizar sua produção em torno de 600 mil barris por dia, segundo dados divulgados na exposição profissional EGYPS 2024. Em relação ao gás natural, o MEES reporta uma produção de 49,37 bilhões de m³ em 2024, reafirmando o papel central do gás no setor energético egípcio.

"A região do Mar Vermelho é uma das áreas petrolíferas emergentes mais importantes, rica em oportunidades promissoras para futuras descobertas que podem incrementar a capacidade de produção”, declarou Karim Badawy, Ministro do Petróleo e Recursos Minerais.

Embora a data limite para envio de propostas esteja prevista para maio de 2026, a assinatura de contratos relacionados a este ciclo de concessão para exploração de petróleo e gás no Mar Vermelho é esperada até 2027, segundo o calendário do Ministério do Petróleo.

Abdel-Latif Boureima

 

O Erg do Namibe, também conhecido como Mar de Areia do Namibe, é uma das paisagens desérticas mais antigas e impressionantes do planeta. Estendendo-se ao longo da costa atlântica da Namíbia, forma uma vasta extensão de dunas móveis, moldadas pelo vento e pela luz, criando um cenário ao mesmo tempo grandioso e austero. É um exemplo notável de ecossistema desértico, onde a beleza visual se une a um profundo interesse científico.

1 desert namib sandwich harbour 1

O Erg do Namibe estende-se por centenas de quilômetros, desde o rio Kuiseb até o rio Orange, que marca a fronteira sul do país. Algumas dunas ultrapassam os 300 metros de altura, entre as mais altas do mundo. Suas cores, que variam do ocre claro ao vermelho intenso, resultam do óxido de ferro presente na areia, oxidado ao longo dos milênios pelo ar marinho e pelos ventos costeiros. Essa paisagem de pureza quase abstrata está em constante transformação: as dunas deslocam-se lentamente sob a ação dos ventos do sudoeste, formando cristas, vales e linhas de sombra que mudam conforme as estações e a luz.

2 sossusvlei oryx

O clima do Erg do Namibe é extremamente árido, com precipitações anuais geralmente inferiores a 50 milímetros. Mesmo assim, a vida persiste graças a um fenômeno singular: a névoa costeira vinda do oceano Atlântico. Ao se condensar sobre a areia e a vegetação, essa névoa fornece uma fonte preciosa de umidade. Diversas espécies se adaptaram a esse recurso raro, como o besouro-do-Namibe, que coleta água nas costas, e a planta Welwitschia mirabilis, símbolo do deserto, capaz de viver mais de mil anos absorvendo a umidade do ar.

 3 Welwitschia mirabilis Namibia

Do ponto de vista geológico, a areia do Erg do Namibe provém em grande parte do rio Orange, que transporta sedimentos do interior do continente até o oceano. As correntes marinhas e os ventos depositam esses sedimentos ao longo da costa, onde se acumulam e são levados para o interior, formando o deserto ao longo de milhões de anos. Esse processo, iniciado há cerca de 55 milhões de anos, faz do Namibe um dos desertos mais antigos do mundo — um testemunho precioso da evolução dos climas terrestres.

4 Desert de Namib ciel bleu touriste marche.jpg.1920x1200 q85 format jpg upscale

Hoje, o Erg do Namibe integra o Parque Nacional Namib-Naukluft, inscrito na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2013 sob o nome Namib Sand Sea. Sua preservação é essencial, pois representa um ecossistema frágil, onde o vento, a areia e a vida mantêm um equilíbrio de grande delicadeza. O local também atrai fotógrafos e viajantes de todo o mundo, fascinados pela perfeição geométrica de suas dunas — especialmente as de Sossusvlei e Deadvlei, cujas silhuetas petrificadas testemunham a passagem do tempo nesse mundo mineral.

 

 

 

  • A Caixa de Depósitos do Camarões (CDEC) exige que o Afriland First Bank transfira mais de 166 bilhões de FCFA (aproximadamente $292 milhões).
  • A disputa destaca tensões entre soberania e regulação regional na CEMAC (Comunidade Econômica e Monetária dos Estados da África Central).

Uma notificação formal enviada ao Afriland First Bank surge num contexto em que vários países da África Central tentam fortalecer o controle de seus fundos públicos. O conflito com a Caixa de Depósitos do Camarões evidencia as tensões entre soberania e regulação regional na CEMAC.

A Caixa de Depósitos do Camarões (CDEC) exige do Afriland First Bank a transferência de mais de 166 bilhões de FCFA (aproximadamente $292 milhões), correspondentes a depósitos públicos, cauções e sequestros judiciais. A demanda surge em meio a tensões contínuas entre o banco e a instituição pública responsável pela gestão de fundos estatais.

Em 16 de outubro, o diretor geral da CDEC, Richard Evina Obam, enviou uma notificação formal ao principal banco do país, acusando-o de não ter transferido a totalidade dos montantes devidos. De acordo com auditorias internas da CDEC, existe uma discrepância de 36,5 bilhões de FCFA entre os montantes declarados e aqueles efetivamente detidos pelo banco, a qual se somam 4,17 bilhões de penalidades calculadas à taxa de facilidade de empréstimo marginal do BEAC. A Caixa fixou meados de novembro como prazo final antes de iniciar um processo de cobrança forçada.

Uma fonte interna do Afriland First Bank, citada por Investir au Cameroun, mencionou uma "divergência de interpretação contábil" e assegurou que o banco "está trabalhando para esclarecer os montantes envolvidos". Ela também afirmou que "todas as obrigações regulatórias foram cumpridas em conformidade com as instruções da COBAC", a autoridade supervisora bancária na África Central.

O conflito também envolve o caso Bestinver. Além desses 40 bilhões de FCFA, a CDEC também reivindica 126 bilhões que foram sequestrados nas contas do Afriland First Bank devido ao litígio "Bestinver", que envolve o empresário Baba Danpullo e a MTN Camarões. A instituição entende que esses fundos, que estão sob sua jurisdição exclusiva em matéria de sequestros judiciais, deveriam ter sido depositados diretamente nela.

Em uma correspondência paralela enviada à COBAC, Richard Evina Obam se baseia na Lei nº 2008/003 de 14 de abril de 2008, bem como em uma carta do governador do BEAC datada de 2023, confirmando que "depósitos, cauções e sequestros judiciais só podem ser ordenados em favor da CDEC". De acordo com ele, a alocação desses montantes em um banco comercial viola a legislação nacional e infringe a competência da Caixa.

Com base nesse suporte, a CDEC exigiu do Afriland uma declaração completa dos fundos públicos ainda detidos, acompanhada de documentos justificativos. A Caixa ameaça iniciar um processo de recuperação e apreender certos ativos do banco se as transferências não forem realizadas dentro do prazo. Uma auditoria conjunta está sendo preparada para verificar a conformidade das contas da instituição.

A COBAC tem uma interpretação diferente. Para o regulador, esses montantes são depósitos de clientes sujeitos à supervisão comunitária, e nenhum Estado membro pode se eximir disso unilateralmente. Uma fonte anônima da Comissão enfatizou que "a CDEC não pode se desvincular do quadro comunitário" e lembrou que "nenhum Estado membro pode decidir unilateralmente a gestão de seus fundos públicos fora do escopo de precaução".

Entre Regulação Regional e Soberania Nacional

O conflito destaca uma tensão maior entre as obrigações de soberania financeira dos Estados membros e a unicidade da regulação na zona CEMAC. Yaoundé vê a CDEC como um instrumento do Tesouro Público e não como uma entidade bancária. Segundo um alto funcionário do Ministério da Fazenda, "o Camarões pretende administrar seus ativos públicos de acordo com sua lei nacional, sem questionar seus compromissos comunitários".

O braço prudencial do BEAC, a COBAC, por outro lado, considera que a unicidade da regulação bancária na zona CEMAC é um princípio não negociável. Permitir que uma instituição pública se coloque fora do quadro comum criaria, de acordo com ela, um risco sistêmico e um precedente jurídico para os outros Estados membros.

Uma Questão Regional

Além de Camarões, o caso ilustra fricções recorrentes entre o BEAC e alguns Estados membros. Por vários anos, discussões semelhantes opuseram o Banco Central a países como Gabão e Congo sobre a centralização de fundos públicos.

Em um contexto de aperto monetário e pressões internacionais para a transparência financeira, a disputa entre a CDEC, Afriland e COBAC se assemelha a um teste de governança para toda a zona. Por trás dos procedimentos administrativos, é o equilíbrio de poder entre o Estado e o regulador comunitário que está sendo redesenhado.

 

  • A Nigéria está intensificando esforços para oferecer treinamento de nível internacional como parte de sua estratégia para melhorar o acesso, a qualidade e a sustentabilidade do ensino superior.
  • O Ministro da Educação anunciou o lançamento do campus transnacional University of Lagos – University of Birmingham com o objetivo de reduzir o custo do estudo no exterior para estudantes nigerianos. 

No contexto de internacionalização do ensino superior, a Nigéria está intensificando os seus esforços para oferecer formações de nível internacional. O governo federal nigeriano reafirmou o seu compromisso em tornar a educação transnacional (TNE) uma estratégia central para melhorar o acesso, a qualidade e a sustentabilidade do ensino superior.

Na conferência Going Global 2025, que ocorreu em Londres de 28 a 30 de outubro, o Ministro da Educação, Morufu Olatunji Alausa, anunciou o lançamento do campus transnacional University of Lagos – University of Birmingham. Segundo ele, esta iniciativa visa a reduzir o custo do estudo no exterior ao permitir que estudantes nigerianos sigam programas britânicos sem sair do país.

Para Sir Steve Smith, embaixador britânico da educação, este modelo representa um "reforço institucional, em vez de uma empresa com fins lucrativos." O campus se baseia em colaborações pré-existentes entre universidades nigerianas e britânicas, como o programa conjunto de mestrado em direito UNILAG – Universidade de Dundee. Serão ofertados cursos nas áreas de inteligência artificial, robótica e codificação, apoiados por intercâmbios acadêmicos e de pesquisa.

Além da inovação pedagógica, essa iniciativa reflete o desejo da Nigéria de ancorar a formação em uma visão de desenvolvimento endógeno. Ela está alinhada com a agenda "Esperança Renovada" do presidente Bola Ahmed Tinubu, que coloca a educação no centro do desenvolvimento econômico e social. De acordo com o ministro nigeriano, o governo espera, por meio da TNE, atrair universidades de alto nível para fortalecer a competitividade de suas instituições, formar talentos capazes de atender às necessidades da economia digital e posicionar o país como um pólo regional de excelência acadêmica.

Este lançamento acontece em um momento em que a Nigéria está enfrentando um êxodo massivo de seus talentos. De acordo com o Escritório de Estatísticas do Reino Unido, mais de 76% dos estudantes nigerianos no Reino Unido mudaram de visto de estudo para visto não-estudo em menos de três anos, revelando uma fuga preocupante de talentos diretamente ligada à formação no exterior. Além disso, um estudo publicado pela African Leadership University em 2025 mostra que apenas 44% dos graduados africanos planejam permanecer no continente após seus estudos.

Félicien Houindo Lokossou

 

A mina mauritana Tasiast produziu 120.934 onças de ouro no terceiro trimestre de 2025, uma redução de 25% em relação ao mesmo período de 2024.
A empresa canadense Kinross Gold, operadora da mina, mantém sua meta de produzir 500.000 onças de ouro em Tasiast em 2025, um volume inferior às 622.394 onças produzidas em 2024.

Depois de um ano de 2024, durante o qual produziu 622.394 onças de ouro, a mina mauritana de Tasiast tem registrado até agora uma queda em 2025. No primeiro semestre, os volumes extraídos no local caíram 20% em relação ao ano anterior.

Tasiast, a maior mina de ouro da Mauritânia, produziu 120.934 onças de ouro no terceiro trimestre de 2025, de acordo com o relatório financeiro publicado por sua operadora canadense, Kinross Gold, na terça-feira, 4 de novembro. Este resultado, 25% menor do que as 162.155 onças reportadas no mesmo período de 2024, reflete de forma mais ampla a tendência de queda observada no local desde o início do ano.

Em agosto do ano passado, a Agence Ecofin já relatava uma queda de 20% na produção da mina ao final do primeiro semestre. Estes resultados negativos fazem parte de uma fase de transição na mineração, caracterizada pela disponibilidade de minérios de baixo teor no local. Apesar do bom desempenho operacional observado na mina de Tasiast durante o último trimestre, o impacto da baixa qualidade do minério tornou-se evidente novamente.

"Em Tasiast, a produção manteve-se estável em relação ao trimestre anterior, o aumento da taxa de produção foi compensado pelo baixo teor minério. A produção anual diminuiu devido ao baixo teor minério, parcialmente compensado por uma melhor recuperação devido às otimizações na mina", explica a empresa no documento.

Kinross mantém sua meta de produzir 500.000 onças de ouro em Tasiast em 2025, um volume inferior às 622.394 onças produzidas em 2024. Até agora, o impacto da queda na produção nos lucros da mina ainda precisa ser avaliado, em um contexto em que o preço do ouro já aumentou cerca de 50% desde o início do ano. Ao contrário de outras empresas de mineração ativas na África, a Kinross não detalha os lucros gerados pela venda de ouro de cada uma das suas minas.

Cabe ressaltar que Tasiast representa uma das principais fontes de receita da mineração na Mauritânia. Ela representou, em média, quase 27% da contribuição do setor extrativo para a economia do país nos últimos três anos, de acordo com o relatório de 2024 da ITIE-Mauritânia.

Aurel Sèdjro Houenou


 

A Companhia Nacional Líbia de Petróleo (NOC) anunciou nova descoberta de óleo e gás na prolífica bacia de Ghadamès.
Produção diária do poço é estimada em cerca de 4.675 barris de petróleo bruto e aproximadamente 2 milhões de pés cúbicos de gás.

A bacia de Ghadamès é considerada uma das zonas petrolíferas onshore mais produtivas do território líbio. Mesmo ainda sendo majoritariamente inexplorada, a companhia petrolífera estatal líbia e o grupo argelino Sonatrach descobriram vários campos de petróleo lá.

A Companhia Nacional Líbia de Petróleo (NOC) anunciou em um comunicado publicado na terça-feira, 4 de novembro, uma descoberta de petróleo e gás na bacia de Ghadamès, uma região localizada no noroeste do país, perto da fronteira com a Argélia e considerada pelos especialistas como uma das zonas petrolíferas onshore mais produtivas na Líbia.

Essa descoberta foi feita pela Arabian Gulf Oil Company (AGOCO), uma subsidiária da companhia estatal, no poço H1-NC4. "A produção diária do poço é estimada em cerca de 4675 barris de petróleo bruto por dia (b/j), além de cerca de 2 milhões de pés cúbicos de gás", revelou a NOC, observando que detém 100% do projeto.

A empresa também anunciou em 23 de outubro a retomada das perfurações de exploração de hidrocarbonetos na bacia de Ghadamès pelo grupo petrolífero argelino Sonatrach. As perfurações foram interrompidas em maio de 2014 devido à instabilidade da situação de segurança na época. Em fevereiro de 2013, o Ministério líbio do Petróleo e Gás relatou uma descoberta de hidrocarbonetos no campo operado pela Sonatrach na bacia, estudos iniciais revelaram que o campo poderia produzir 8200 barris de petróleo bruto e 1700 m3 de gás natural por dia.

Em maio de 2023, a NOC também anunciou a descoberta de um campo de petróleo no bloco 4/82, que detém 89,5%, contra 10,5% da companhia petrolífera russa Tatneft. A Líbia possui as maiores reservas de petróleo comprovadas na África (48 bilhões de barris), mas sua produção de petróleo bruto foi amplamente perturbada pela instabilidade política e de segurança após a queda do regime de Muammar Gaddafi em 2011.

Atualmente, este país do Norte da África tem duas autoridades rivais: o governo de unidade nacional (GUN) líbio baseado em Trípoli e reconhecido pela ONU, e um executivo paralelo baseado em Benghazi e leal ao líder de guerra Khalifa Haftar, que controla grande parte do território. O governo de Trípoli adotou no início de 2025 um plano de recuperação do setor de hidrocarbonetos, apoiado por investimentos avaliados entre 3 e 4 bilhões de USD. Nesse contexto, o país lançou seu primeiro edital para exploração de petróleo em 17 anos, uma iniciativa vista pelos analistas como um sinal de reabertura aos investimentos estrangeiros.

Walid Kéfi

 

A Kore Potash está buscando financiamento para o projeto da mina Kola, que visa produzir 2,2 milhões de toneladas de potássio por ano durante uma vida útil de 23 anos.
Apresentadas novas propostas de parceria para o desenvolvimento da mina, após um acordo anterior não vinculativo de financiamento com o fundo suíço de investimento OWI-RAMS.

Com o projeto Kola, a Kore Potash tem a ambição de construir uma mina capaz de produzir 2,2 milhões de toneladas de potássio por ano durante uma vida útil de 23 anos. Apesar da construção estar prevista para iniciar no início de 2026, a empresa ainda busca levantar os fundos necessários.

Em nota publicada na terça-feira, 4 de novembro, a Kore Potash anunciou o lançamento de um processo de venda formal, após ser solicitada por novos parceiros para o desenvolvimento de seu projeto de potássio Kola na República do Congo.

Este desenvolvimento ocorre alguns meses após assinarem um memorando de entendimento não vinculativo com o fundo de investimento suíço OWI-RAMS para o financiamento da mina. Concluído em junho passado, a previsão era que OWI-RAMS mobilizasse 2,2 bilhões de dólares para a construção de Kola.

Apesar de uma due diligence ter sido anunciada como parte da transação, a Kore afirma que sempre priorizou uma associação com um "parceiro estratégico com experiência relevante na extração e no tratamento de potássio". Isso levou ao interesse de dois novos parceiros, segundo a empresa.

Kore especificou que as partes interessadas são "atores do setor de potássio", embora não tenha revelado suas identidades. Eles teriam apresentado propostas de participação na Kore, ou talvez uma possível aquisição. Essas solicitações estão atualmente sendo avaliadas pelo conselho da empresa, no entanto, a conclusão de uma venda ou investimento ainda está incerta.

A Kore não deu atualizações a respeito do acordo com a OWI-RAMS, mas mencionou que poderia recorrer a financiamento por ações e por empréstimos para desenvolver Kola, caso as novas propostas não se concretizem. Ressaltando, Kola tem o potencial de produzir 2,2 milhões de toneladas de potássio por ano durante uma vida útil de 23 anos, com base num investimento inicial de 2,07 bilhões de dólares. O efetivo desenvolvimento criaria uma nova fonte de receita para o governo congolês.

De acordo com o acordo de mineração assinado com a Kore Potash em 2018, Brazzaville deveria obter uma participação de 10% no capital da mina, além de uma taxa de royalties de 3% sobre o valor de mercado de sua produção.

Aurel Sèdjro Houenou

 

 

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define a população economicamente ativa como todos os indivíduos aptos para o trabalho que exercem uma atividade ou que estão disponíveis e procurando ativamente por um emprego.
Este conceito é crucial para governos e políticas públicas, auxiliando nas estratégias de criação de empregos, na identificação de necessidades de formação e nos mecanismos de integ
ração profissional.

Em um contexto caracterizado por desemprego, precariedade e mudanças econômicas que redefinem as perspectivas de emprego, entender o conceito de população economicamente ativa é essencial para medir o potencial econômico e informar as políticas públicas.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a população economicamente ativa inclui todos os indivíduos em idade para trabalhar que exercem uma atividade ou que estão disponíveis e ativamente em busca de um emprego. Essa abordagem não se limita à simples contagem dos empregos existentes, mas busca avaliar o potencial produtivo total de uma sociedade. Assim, uma pessoa que trabalhou pelo menos uma hora durante a semana de referência é considerada ocupada, enquanto aquelas disponíveis, mas desempregadas, são classificadas como desempregadas.

Essa metodologia padronizada internacionalmente permite que as estatísticas sejam comparáveis entre os países e contribui para uma melhor compreensão da dinâmica real do mercado de trabalho. Para os governos, representa uma ferramenta que auxilia na tomada de decisões, identificando necessidades de treinamento, mecanismos de inserção profissional e estratégias para criação de empregos.

Relevância para a África e os países em desenvolvimento

Nas economias em desenvolvimento, especialmente na África, a alta proporção de jovens e a predominância do emprego informal tornam a interpretação dos indicadores tradicionais mais complexa. Medir com precisão a população economicamente ativa permite distinguir os trabalhadores que de fato contribuem para a economia daqueles que poderiam contribuir se as condições permitissem. O Banco Mundial, de fato, considera este indicador um dos pilares do planejamento de emprego e do crescimento inclusivo.

Entender a população economicamente ativa, segundo a definição da OIT, não implica apenas na produção de mais uma estatística, mas na compreensão do verdadeiro potencial humano de um país. Trata-se de uma ferramenta essencial para prever as mudanças no campo do trabalho e avaliar a capacidade de uma economia de transformar seu capital humano em uma força motriz para o desenvolvimento.

Félicien Houindo Lokossou

 

Ruanda está em discussões para ganhar acesso ao mercado chinês de abacates como estratégia de aumentar suas receitas de exportação de frutas
Na temporada de 2023/2024, as exportações de frutas do Ruanda renderam 34,7 milhões de dólares, com 30% desse valor proveniente dos abacates

No Ruanda, as frutas representam a quinta maior fonte de renda das exportações agroalimentares, depois dos cereais, peixes, vegetais e animais vivos. Como motor da indústria frutícola, o setor de abacates busca diversificar suas vendas nos mercados internacionais.

O Ruanda está em negociações para obter acesso ao mercado chinês de abacates. Isso é o que emerge de um comunicado publicado na terça-feira, 4 de novembro, pela embaixada ruandesa baseada em Pequim, que sugere que as negociações estão em um estágio avançado.

"O protocolo para a exportação de abacates do Ruanda para a China deve ser assinado em breve, expandindo ainda mais a variedade de produtos ruandeses disponíveis para os consumidores chineses", pode-se ler no comunicado. Se este processo for bem-sucedido, permitirá ao setor ruandês adicionar um novo destino à sua produção.

É importante mencionar que a China é o segundo maior importador de abacates na Ásia após o Japão. Dados compilados na plataforma Trade Map mostram que o Império do Meio importou cerca de 49.000 toneladas da fruta, no valor de 122,4 milhões de dólares, em 2024, principalmente do Peru e do Chile, que juntos forneceram 90% do fornecimento.

Além desses dois líderes, o Ruanda, para se estabelecer nesse mercado, também terá que enfrentar a concorrência de outros fornecedores menores, como a Nova Zelândia, Quênia e México.

Além disso, o acesso ao mercado chinês representa uma oportunidade para o setor de abacates fortalecer sua posição nas exportações de frutas. De acordo com dados compilados pelo Instituto Nacional de Estatísticas de Ruanda (NISR), o país amealhou 34,7 milhões de dólares em 2023/2024 através de suas remessas de frutas, das quais 30% das receitas, cerca de 11 milhões de dólares, foram geradas pelo setor de abacates.

Stéphanas Assocle

 

A filial camaronense da empresa nigeriana Dangote Cement registra forte queda em suas vendas em 2025.
Durante os nove primeiros meses de 2025, as vendas caíram 9,3%, alcançando 927.300 toneladas, abaixo do milhão de toneladas no mesmo período de 2024.

A filial camaronense da empresa nigeriana Dangote Cement enfrenta um período difícil. Seu desempenho de vendas em 2025 está em queda livre.

O grupo nigeriano Dangote Cement registrou uma queda notável em suas vendas em Camarões. De acordo com os resultados publicados pela empresa, os volumes de seu moinho de clínquer de 1,5 milhão de toneladas por ano em Douala caíram 9,3% nos primeiros nove meses de 2025, para 927.300 toneladas, de um pouco mais de um milhão de toneladas durante o mesmo período em 2024. Este desempenho fraco é principalmente atribuído à incerteza em relação ao contexto eleitoral, que afetou a atividade econômica, apesar de um ambiente macroeconômico considerado favorável, caracterizado por um crescimento do PIB estimado em 3,8% e inflação reduzida a 3,4% em maio de 2025.

Apesar dessa contração, o grupo permanece otimista para o final do ano, apostando na retomada gradual dos projetos de infraestrutura pública iniciados pelo governo, notadamente a construção da rodovia Douala-Yaoundé, de várias estradas e pontes, bem como de programas de urbanização em todo o país.

Em termos regionais, Dangote Cement viu suas exportações de clínquer aumentarem 23%, com 27 embarques totalizando 1,1 milhão de toneladas para Gana e Camarões. Suas atividades fora da Nigéria, no entanto, registram uma queda global de 5%, para 7,9 milhões de toneladas, devido às incertezas políticas no Senegal e na África do Sul, bem como às tensões de caixa na Etiópia. O Congo é uma exceção, com um aumento de 2,8% nas vendas para 706.200 toneladas, impulsionado por trabalhos públicos e a construção de uma nova refinaria.

No total, o grupo registrou um lucro líquido recorde após impostos de 734,3 bilhões de nairas, cerca de 288 bilhões de FCFA, um aumento de 166,7% em um ano.

O mercado camaronês de cimento, estimado em 8 milhões de toneladas de demanda anual, continua dominado pela Cimencam e Dangote Cement, seguidas pela Cimaf e Mira. A recente chegada de três novas unidades chinesas, juntamente com a entrada em funcionamento de várias fábricas locais, deve aumentar a capacidade nacional instalada para 12,8 milhões de toneladas. Esse aumento na produção agora permite atender amplamente a demanda interna, ao mesmo tempo em que aumenta a competição em um mercado em plena transformação.

Amina Malloum

 

A Agência Ecofin cobre diariamente as atualidades de 9 setores africanos: gestão pública, finanças, telecomunicações, agro, energia, mineração, transportes, comunicação e formação. Também concebe e opera mídias especializadas, digitais e impressas, em parceria com instituições ou empresas ativas em África.

DEPARTAMENTO COMERCIAL
regie@agenceecofin.com 
Tel: +41 22 301 96 11
Cel: +41 78 699 13 72

Mídia kit : Link para download
REDAÇÃO
redaction@agenceecofin.com


Mais informações :
Equipe
Editora
AGÊNCIA ECOFIN

Mediamania Sarl
Rue du Léman, 6
1201 Genebra – Suíça
Tel: +41 22 301 96 11

 

A Agência Ecofin é uma agência de informação econômica setorial, criada em dezembro de 2010. Sua plataforma digital foi lançada em junho de 2011.

 
 
 
 

Please publish modules in offcanvas position.