Na Tunísia, os citrinos constituem a segunda categoria de frutas exportadas, a seguir às tâmaras. Com o início iminente da campanha de comercialização 2025/2026, as perspetivas de exportação começam a definir-se nos principais mercados.
Na Tunísia, o setor dos citrinos prevê exportar 15 000 toneladas de laranjas da variedade maltesa para França durante a campanha 2025/2026, que terá início no próximo dia 31 de dezembro. É o que revelam as primeiras projeções avançadas na semana passada pelo Groupement Interprofessionnel des Fruits (GIFruits).
O volume anunciado representará mais do dobro das quantidades expedidas na campanha anterior (5 600 toneladas). Se esta projeção se confirmar, corresponderá igualmente ao volume de vendas mais elevado registado no mercado francês ao longo das últimas nove campanhas, desde o pico de 15 999 toneladas alcançado em 2016/2017, de acordo com dados do serviço estatístico da União Europeia (Eurostat).
Este aumento esperado dos volumes de exportação ocorre num contexto em que a produção de citrinos deverá manter-se estável. Segundo o GIFruits, a produção nacional de citrinos para 2025/2026 é estimada em 376 000 toneladas, em ligeira diminuição de 2 % face à campanha anterior (384 000 toneladas).
Para explicar as perspetivas favoráveis no mercado francês, a interprofissional destaca o programa de promoção das laranjas tunisinas que o Ministério da Agricultura prevê lançar. Este incluirá a participação em vários eventos especializados no estrangeiro, nomeadamente no Salão Internacional da Agricultura de Paris, previsto decorrer de 21 de fevereiro a 1 de março de 2026.
«No âmbito dos preparativos da campanha de promoção dos citrinos desta época, que visa atrair novas categorias de consumidores, em especial os com idades entre os 20 e os 40 anos, e alargar a base de consumidores, será realizada uma campanha publicitária para as laranjas maltesas nos mercados europeus», refere o jornal Kapitalis, no sábado, 13 de dezembro, citando Tarek Tira, diretor-adjunto do desenvolvimento das exportações no seio do GIFruits.
De forma mais ampla, as projeções anunciadas, a confirmarem-se, consolidariam a França como o principal mercado dos citrinos tunisinos. Já em 2024/2025, o Hexágono representou 51,3 % das exportações tunisinas de citrinos, exclusivamente através das compras de laranjas maltesas.
Stéphanas Assocle













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