Em África, o Egito é um dos principais intervenientes no mercado de frutas, a par da África do Sul e de Marrocos. O potencial do país neste segmento de produtos hortícolas desperta o interesse de novos operadores estrangeiros.
O grupo polaco Fruitful, ativo na produção e no comércio de frutas e legumes congelados, acaba de celebrar um acordo com a empresa Elsewedy Industrial Development, filial do grupo egípcio Elsewedy Electric, com vista à sua instalação no Egito.
De acordo com um comunicado publicado pela Autoridade Geral para o Investimento e as Zonas Francas (GAFI) a 15 de dezembro, esta parceria permitiu ao grupo polaco adquirir um terreno situado na cidade do 10.º de Ramadan para a concretização de um novo projeto de transformação no setor hortícola.
Este projeto, cujo custo ainda não foi divulgado, será desenvolvido numa área de cerca de 0,9 hectares e incluirá a instalação de uma unidade de produção de produtos alimentares congelados. A unidade recorrerá a tecnologias avançadas, como o IQF (congelação individual rápida) e a liofilização, e disporá de uma capacidade de produção de 600 toneladas por mês.
«A maior parte da produção será destinada à exportação e cumprirá as normas internacionais. O projeto deverá gerar mais de 5 000 postos de trabalho diretos e indiretos ao longo de várias cadeias de valor, nomeadamente nas explorações de morangos e mangas, nas unidades de transformação agroalimentar, nas instalações de armazenamento frigorífico e nos serviços logísticos», refere o comunicado.
Segundo Yasser Morsi, diretor-geral da Fruitful, o Egito foi escolhido devido às suas infraestruturas avançadas, às medidas concretas de facilitação oferecidas aos investidores e à sua posição estratégica, que permite o acesso aos mercados regionais e mundiais. Importa igualmente salientar que o país dos faraós dispõe de uma ampla base de produção capaz de fornecer matéria-prima à futura fábrica.
O Egito afirma-se, por exemplo, como o principal produtor africano de morangos, com uma colheita média anual de cerca de 613 556 toneladas entre 2019 e 2023, segundo dados compilados pela plataforma Tridge. O país do Norte de África é igualmente o segundo maior produtor africano de mangas, a seguir ao Malawi, com uma produção média anual estimada em 1,5 milhões de toneladas no mesmo período, de acordo com a mesma fonte.
De forma mais abrangente, a entrada em funcionamento desta nova unidade promete reforçar a criação de valor acrescentado na indústria frutícola egípcia. Dados compilados pela FAO indicam que o Egito arrecadou 2,46 mil milhões de dólares em receitas de exportação de frutas em 2023, o que faz dele o segundo maior exportador africano de frutas em valor, a seguir à África do Sul.
Stéphanas Assocle













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