Na África Central, a exploração florestal é uma das principais atividades dos países da região. No primeiro trimestre deste ano, os resultados foram positivos.
Os preços mundiais dos produtos florestais exportados pelos seis países da CEMAC (Camarões, Congo, Gabão, Guiné Equatorial, Chade e República Centro-Africana) aumentaram 2,9% entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, segundo o Índice Composto dos Preços das Matérias-Primas (ICCPB) exportadas pela CEMAC, publicado pelo Banco dos Estados da África Central (BEAC). Este crescimento é muito mais forte do que o registado no quarto trimestre de 2025 (+1,5%).
De acordo com o documento do banco central dos países da CEMAC, esta subida dos preços é principalmente impulsionada pelos preços das toras — madeira em bruto — no período em análise. Com efeito, no final de março de 2026, os preços mundiais desta categoria de madeira registaram um aumento de 23,5% em termos trimestrais, contra 12,2% para a madeira serrada.
Apesar desta melhoria nos preços, as toras estão a tornar-se progressivamente menos importantes nas exportações dos países da CEMAC, na perspetiva da proibição da sua exportação prevista para, no máximo, 2028.
Nos Camarões, por exemplo, a quota das toras nas exportações totais do país foi reduzida para metade entre 2019 e 2023, passando de 8% para 4%, segundo o relatório de avaliação intercalar da implementação da Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2020-2030 (SND30), publicado pelo Ministério da Economia.
Esta evolução reflete a orientação estratégica das autoridades públicas da CEMAC e da República Democrática do Congo, que visa aumentar a transformação local da madeira. Para isso, estes países planeiam proibir definitivamente a exportação de toras, o mais tardar até 2028.
BRM (Investir au Cameroun)













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