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A África do Sul está interessada no segmento de superiates para impulsionar o turismo.

A África do Sul está interessada no segmento de superiates para impulsionar o turismo.
Quarta-feira, 25 de Março de 2026

Além do turismo de cruzeiros, a África do Sul procura transformar a sua costa num verdadeiro eldorado para superiates. O reforço deste segmento de luxo visa acelerar a concretização dos objetivos globais do setor nos próximos cinco anos.

Durban posiciona-se no mercado internacional de superiates no âmbito de uma estratégia destinada a dinamizar a economia e o turismo locais. A municipalidade de eThekwini, que integra a cidade sul-africana, planeia desenvolver um polo dedicado a grandes iates de luxo no porto local, com um investimento privado estimado em mais de 1,9 mil milhões de rands (112,3 milhões de USD). A iniciativa foi confirmada na Yachting Aftersale and Refit Experience (YARE), realizada de 11 a 13 de março em Viareggio (Itália), onde a empresa náutica italiana Navigo foi encarregada de mobilizar os fundos e supervisionar o desenvolvimento técnico das instalações.

O projeto consistirá concretamente na criação de um espaço de 24 hectares, já reservado no âmbito do programa naval da Transnet National Ports Authority, destinado a acolher, manter e reparar superiates. Segundo as autoridades locais, este tipo de infraestrutura é essencial para atrair tráfego internacional capaz de gerar impactos económicos positivos para a cidade. Esta iniciativa insere-se também numa política mais ampla de apoio à indústria turística nacional.

A “nação arco-íris”, que recebeu 10,48 milhões de turistas internacionais em 2025 (+17,6 % face a 2024), ambiciona duplicar este número até 2030. Para tal, as autoridades apostam no desenvolvimento do transporte aéreo, com a expansão dos aeroportos de Joanesburgo e Cidade do Cabo, bem como na construção de um novo complexo aeroportuário na Cidade do Cabo.

De acordo com o World Travel and Tourism Council (WTTC), o setor turístico sul-africano deverá crescer, em média, 7,6 % ao ano até 2032, representando 7,4 % do PIB. Os superiates, com a sua clientela de alto poder de compra, poderão assim tornar-se um vetor adicional de crescimento para o turismo de luxo e serviços associados, reforçando a competitividade da África do Sul no mercado internacional.

No entanto, o projeto poderá enfrentar alguns obstáculos. Para além dos elevados investimentos necessários, a instalação de infraestruturas adaptadas a superiates exige uma expertise técnica específica. A concorrência de outros portos africanos já estabelecidos neste segmento, como no Egito e no Marrocos, poderá dificultar a atração de clientes internacionais. Além disso, o sucesso do plano dependerá da coordenação entre autoridades portuárias, investidores privados e agentes turísticos, bem como da capacidade de manter elevados padrões de serviço para conquistar uma clientela exigente.

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