A Air Tanzania acelera a sua ofensiva no mercado da África Ocidental ao reforçar as suas ligações aéreas, num contexto de concorrência acrescida para captar os fluxos intra-continentais. Para além do transporte de passageiros, esta dinâmica ilustra o papel da transportadora no plano do governo tanzaniano nos domínios da integração regional, do comércio e do turismo.
A Air Tanzania lançou oficialmente uma ligação aérea direta entre Dar es Salaam e Acra, no Gana, operada três vezes por semana, às segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras. Segundo as autoridades tanzanianas, esta nova rota deverá abrir perspetivas económicas e estimular o turismo no país da África Oriental, que será igualmente coorganizador da Taça das Nações Africanas de Futebol (CAN) 2027.
A ligação irá melhorar significativamente a conectividade com a África Ocidental, evitando aos viajantes os longos desvios impostos por algumas companhias, através de hubs por vezes localizados fora do continente. De acordo com dados disponíveis no site de reservas Kayak, a Turkish Airlines, por exemplo, opera esta rota com uma duração superior a 17 horas de voo, incluindo uma escala em Istambul (Turquia).
A entrada de Acra na rede da Air Tanzania surge na sequência da abertura da ligação para Lagos, também na África Ocidental, e enquadra-se plenamente na estratégia de expansão da companhia, que prevê acrescentar em breve voos para Mascate (Omã) e Londres (Reino Unido). Esta expansão da rede responde, de forma mais ampla, à estratégia da Tanzânia de posicionar a transportadora nacional como um dos principais geradores de tráfego para a indústria do transporte aéreo e do turismo.
O país ambiciona receber 8 milhões de turistas por ano até 2030, face aos 5,3 milhões registados entre 2024 e 2025. Por sua vez, o Gana, que introduziu uma isenção de vistos para todos os cidadãos africanos em dezembro de 2024, pretende igualmente atrair um maior número de visitantes.
Henoc Dossa













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