Para combater o desemprego, a Nigeria instituiu uma política nacional destinada a transformar os resultados da investigação em produtos, serviços e soluções capazes de impulsionar o emprego. Esta iniciativa representa um investimento estratégico nos futuros engenheiros e inovadores do país.
O governo nigeriano aprovou um financiamento total de 48 mil milhões de nairas (cerca de 35 milhões de dólares) para o ensino da engenharia em 12 universidades federais de tecnologia e em algumas universidades convencionais. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Maruf Olatunji Alausa, na segunda-feira, 2 de março.
Deste montante global, 4 mil milhões de nairas serão atribuídos a cada universidade para reabilitar oficinas de engenharia e tecnologia, modernizar laboratórios e instalar equipamentos de ponta através do projeto especial de intervenção do Tertiary Education Trust Fund (TETFund).
Segundo o ministro, a medida visa reduzir o fosso entre a teoria e a prática: «O nosso objetivo é claro: formar diplomados prontos para o mercado de trabalho, impulsionados pela inovação e competitivos à escala global».
Uma estratégia para transformar investigação em emprego
O anúncio surge num contexto em que a Nigéria pretende fazer da investigação científica um motor de criação de emprego. Em janeiro, o país apresentou uma política nacional de investigação e comercialização, destinada a converter os resultados da investigação financiada pelo Estado em produtos e serviços capazes de reforçar o emprego e a competitividade económica.
Esta orientação procura restabelecer um equilíbrio sustentável numa economia onde a investigação científica ainda tem dificuldade em traduzir-se em valor comercial, devido a financiamento insuficiente, proteção limitada da propriedade intelectual e fraca ligação ao setor produtivo.
Um mercado de trabalho ainda desequilibrado
Apesar dos esforços para aproximar formação e emprego, a Nigéria continua a enfrentar um desfasamento entre as competências dos jovens diplomados e as necessidades reais do mercado de trabalho.
Segundo dados do National Bureau of Statistics, a taxa de desemprego entre os jovens dos 15 aos 24 anos situava-se em 6,5 % no segundo trimestre de 2024, enquanto a taxa de subemprego atingiu 9,2 % no mesmo período. O mercado de trabalho permanece amplamente dominado pelo setor informal, que representa cerca de 93 % dos empregos.
Lydie Mobio













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