O turismo é o terceiro pilar da economia do Zimbábue, depois da mineração e da agricultura, com um forte potencial de recuperação, segundo a International Trade Administration. O país está a investir em infraestruturas modernas para reforçar a sua atratividade turística.
No primeiro trimestre de 2026, o Zimbábue registou um aumento de 14% nas receitas turísticas, que atingiram 251 milhões de dólares, contra 221 milhões no ano anterior, segundo o mais recente relatório da Zimbabwe Tourism Authority, publicado na segunda-feira, 4 de maio.
De acordo com o documento, as chegadas de turistas estrangeiros aumentaram 11%, passando de 347.555 em 2025 para 384.561 em 2026.
O turismo doméstico também apresentou uma dinâmica sustentada, com viagens internas estimadas em 2,62 milhões, contra 1,94 milhão um ano antes. Este crescimento explica-se, em grande parte, pelo aumento das deslocações por motivos sociais (visitas a familiares), bem como por razões religiosas e académicas.
Paralelamente, «as chegadas provenientes de África aumentaram 9%, enquanto as provenientes de outras regiões do mundo cresceram 16%. A quota dos mercados estrangeiros, que geralmente constituem o segmento com maior nível de despesa, aumentou ligeiramente, passando de 24% em 2025 para 25% em 2026», indica o relatório. África representou 75% do total de chegadas em 2026, em ligeira queda face aos 76% registados em 2025.
Estes resultados são sustentados por uma melhor conectividade aérea, pela expansão das redes de voos domésticos e regionais, bem como por iniciativas de desenvolvimento turístico baseadas em polos.
O Zimbábue também recebeu várias distinções que favoreceram o aumento das visitas. A revista Forbes reconheceu-o como um dos principais destinos mundiais em 2025. Harare recebeu o prémio «Destino do Ano para Maravilhas Naturais» na ITB Berlim 2026. Além disso, o papel da ministra do Turismo, Barbara Rwodzi, foi elogiado, com a sua nomeação como «Ministra do Turismo do Ano (África)», confirmando o impacto de uma estratégia de crescimento bem conduzida.
Medidas adotadas para atrair visitantes
No Zimbábue, o turismo é o terceiro setor económico, depois da mineração e da agricultura, e apresenta um potencial considerável para contribuir para a recuperação económica, segundo a International Trade Administration. O país investiu em novas infraestruturas, como hotéis, lodges e sítios patrimoniais modernizados, com o objetivo de reforçar a sua atratividade turística. Também concluiu a ampliação do Aeroporto Internacional Robert Gabriel Mugabe e a construção do nó rodoviário de Trabablas, em Harare, acompanhadas por iniciativas de embelezamento e de criação de espaços verdes que melhoram a primeira impressão dos visitantes.
A isto junta-se a criação de uma academia de turismo para formar profissionais e melhorar a qualidade dos serviços, bem como as competências da força de trabalho do setor, além da facilitação do investimento. No plano tecnológico, o país iniciou a digitalização do setor, com uma melhor cobertura de rede nas zonas turísticas.
Por outro lado, uma campanha de recenseamento realizada pela Zimbabwe Tourism Authority (ZTA) junto dos operadores turísticos permitiu a regularização de algumas infraestruturas não conformes.
Este crescimento poderá ser travado a curto prazo devido aos elevados custos dos combustíveis e às perturbações nas ligações aéreas relacionadas com a situação geopolítica no Irão. «As chegadas provenientes do estrangeiro poderão estagnar», indica o relatório, acrescentando, no entanto, que «o turismo regional (africano) poderá compensar parcialmente as perdas, uma vez que é menos afetado pelas perturbações dos voos de longa distância».
Lydie Mobio













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