Para absorver o aumento do número de estudantes e responder às crescentes necessidades do mercado de trabalho, o Egito terá de criar 83 novas universidades até 2032, além das 45 instituições atualmente em funcionamento.
O Governo egípcio anunciou a «regulamentação das modalidades de financiamento para a criação de 11 universidades públicas sem fins lucrativos», num montante total de 48,5 mil milhões de libras egípcias (963 milhões de dólares) ao longo de três anos.
Esta decisão resulta de um protocolo de cooperação assinado entre os Ministérios das Finanças, do Ensino Superior e da Investigação Científica, bem como do Planeamento e Desenvolvimento Económico.
Segundo um comunicado publicado na segunda-feira, 15 de junho, a medida insere-se no âmbito dos esforços destinados a racionalizar os mecanismos de financiamento público e a resolver as sobreposições de financiamento entre instituições públicas.
O Ministro das Finanças, Ahmed Kouchouk, reafirmou a prioridade atribuída ao setor da educação na estratégia governamental. «As despesas com a educação continuarão a estar no centro das nossas prioridades, no âmbito de uma visão global destinada a desenvolver o cidadão egípcio e a reforçar as suas capacidades e competências», declarou.
Através deste programa, as autoridades egípcias pretendem acelerar o desenvolvimento de universidades nacionais e tecnológicas que cumpram os padrões internacionais, oferecendo formações modernas a custos mais acessíveis do que os praticados pelas instituições privadas ou internacionais. O objetivo é responder melhor às necessidades do mercado de trabalho, tanto a nível nacional como internacional.
Um sistema universitário sob pressão demográfica
O Egito dispõe atualmente do maior sistema de ensino superior do Norte de África. Este distingue-se pela diversidade das suas instituições e por vários anos de reformas destinadas à modernização das infraestruturas e dos programas académicos.
As universidades egípcias figuram regularmente entre as mais bem classificadas do continente africano e do mundo árabe em diversos rankings internacionais, nomeadamente o QS World University Rankings, o Webometrics e o MeasureHE Country 100. Contudo, o setor enfrenta uma pressão demográfica crescente.
Segundo as projeções do Ministério do Ensino Superior publicadas em 2022, a população estudantil deverá passar de 3,4 milhões para 5,6 milhões até 2032. Para absorver este aumento, as autoridades estimam que o país terá de criar 83 novas universidades, além das 45 instituições atualmente em atividade.
Neste contexto, o Governo lançou várias reformas destinadas à digitalização dos campus universitários, ao reforço da investigação científica e à multiplicação das parcerias internacionais, com o objetivo de posicionar o Egito como um polo regional de ensino superior.
Charlène N’dimon













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