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Zâmbia prepara implantação de 156 centrais solares de 2 MW.

Zâmbia prepara implantação de 156 centrais solares de 2 MW.
Segunda-feira, 1 de Junho de 2026

Enquanto grandes projetos solares se multiplicam no país, a Zâmbia prepara o lançamento de um programa baseado em centrais solares de pequena escala distribuídas por todo o território.

O governo zambiano está a avançar com um programa descentralizado de energia solar de grande alcance. Num comunicado publicado na quinta-feira, 28 de maio, o Ministério do Governo Local e Desenvolvimento Rural anunciou a conclusão do processo de adjudicação dos contratos para a construção de centrais solares de 2 MW em cada uma das 156 circunscrições do país.

Batizada de Presidential Constituency Energy Initiative (PCEI), a iniciativa prevê uma capacidade total de 312 MW, com um investimento estimado em 232 milhões de dólares.

Segundo Hakainde Hichilema, o programa decorre de um plano anunciado no final de 2025 para reforçar a segurança energética nacional através de produção elétrica descentralizada baseada em energias renováveis.

Um modelo complementar aos grandes projetos solares

Esta abordagem difere dos grandes projetos solares atualmente em desenvolvimento no país. Nos últimos meses, a Zâmbia tem acelerado a construção de centrais de grande escala, como a central solar Itimpi II de 136 MW, recentemente colocada em operação pela Copperbelt Energy Corporation, além de outros projetos de 250 MW com armazenamento perto de Lusaca e várias centrais de 100 MW em desenvolvimento.

O programa PCEI segue uma lógica distinta: em vez de concentrar a produção em poucos grandes centros, propõe uma rede de pequenas centrais solares espalhadas por todas as circunscrições do país. As autoridades consideram ainda que o modelo pode contribuir para a descentralização económica, permitindo que os conselhos locais beneficiem das receitas geradas pela venda de eletricidade à rede nacional.

Diversificar um sistema ainda dependente da hidroeletricidade

Apesar das diferenças, todos estes projetos respondem ao mesmo desafio: garantir a segurança do abastecimento elétrico.

Segundo a Agência Internacional da Energia (AIE), a hidroeletricidade representava cerca de 90% da produção elétrica da Zâmbia em 2023. Embora continue a ser o pilar do sistema energético, as secas recentes, especialmente em 2024, evidenciaram a vulnerabilidade do país às variações climáticas.

Neste contexto, a energia solar está a ganhar peso crescente no mix energético zambiano, tanto através de grandes centrais ligadas à rede como de instalações mais pequenas e distribuídas pelo território.

Abdoullah Diop

 

 

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