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MTN mira a IHS Towers e o mercado africano de torres de telecomunicações de 4 bilhões de USD

MTN mira a IHS Towers e o mercado africano de torres de telecomunicações de 4 bilhões de USD
Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2026

A IHS Towers afirma possuir mais de 37.000 torres de telecomunicações na América Latina e na África. No continente, a empresa está presente na África do Sul, Zâmbia, Camarões, Nigéria e Costa do Marfim.

O grupo sul-africano MTN informou, na quinta-feira, 5 de fevereiro, estar em discussões avançadas para adquirir a empresa de torres IHS Towers, da qual já detém 25% do capital. Embora o desfecho da transação ainda seja incerto, a operação indica uma possível entrada mais profunda no mercado de torres de telecomunicações, alinhada à estratégia de diversificação do grupo com sede em Joanesburgo.

Em comunicado à Bolsa de Valores de Joanesburgo, a MTN destacou que o preço potencial da oferta poderia alinhar-se ao último valor de negociação da IHS na Bolsa de Nova York (NYSE) em 4 de fevereiro de 2026, de US$ 8,23. Com 333,4 milhões de ações em circulação, a capitalização de mercado da empresa atinge US$ 2,74 bilhões. O valor correspondente para os 75% das ações visadas poderia, portanto, chegar a cerca de US$ 2,06 bilhões.

Essa tentativa de aquisição ocorre num momento em que a MTN observa que as ações da IHS Towers na NYSE tiveram “um aumento significativo recentemente”. A empresa ressalta que, caso a transação não se concretize, continuará a “explorar opções para gerar valor sobre seu investimento na IHS”.

Diversificação das atividades

A iniciativa ocorre enquanto a MTN, como muitas operadoras africanas, está passando de operadora de telecomunicações a empresa tecnológica. A companhia busca atender à demanda por soluções, serviços e infraestruturas digitais na África, mesmo com a redução da receita em segmentos tradicionais, como voz.

Ralph Mupita, CEO da MTN, revelou recentemente à Semafor que o grupo procura startups fintech que possam ser adquiridas e integradas diretamente à sua plataforma, incluindo empresas nos setores de pagamentos, empréstimos e transferências de fundos, reforçando a crescente atividade fintech da MTN.

“Trata-se de fortalecer a plataforma. Se uma aquisição nos ajudar a crescer mais rápido, melhorar a experiência do cliente ou agregar novas capacidades ao grupo, é isso que nos interessa”, afirmou Mupita.

Essa exploração vem alguns meses depois de a MTN ter firmado uma parceria com o fornecedor britânico de software de vídeo Synamedia para desenvolver uma nova plataforma de streaming em abril de 2025. Em março, a empresa lançou o MTN Ads, uma plataforma de publicidade digital criada em parceria com a Aleph, e em julho de 2024 anunciou a construção de um data center Tier 4 neutro em relação às operadoras em Lagos, Nigéria. Em setembro de 2025, a empresa revelou que buscava parceiros internacionais para desenvolver data centers dedicados a IA no continente.

Paralelamente, a operadora tornou independente sua filial de infraestrutura Bayobab (anteriormente MTN GlobalConnect), com o objetivo de criar uma plataforma de infraestrutura digital aberta de classe mundial, acessível tanto à MTN quanto a terceiros.

O mercado africano de torres de telecomunicações

A MTN havia inicialmente vendido parte de seu portfólio de torres à IHS Towers, seguindo uma tendência do setor de liberar valor. Em 2022, a empresa finalizou a venda de 5.701 torres por US$ 412 milhões. Desde 2013, a IHS já havia adquirido torres da MTN na Costa do Marfim, Camarões, Zâmbia, Ruanda e Nigéria, além de ter comprado torres de outros fornecedores em diversos mercados.

O interesse renovado no mercado de torres ocorre num contexto de crescimento contínuo do setor africano. Segundo estudo de 2025 da Mordor Intelligence, o rápido avanço da 4G e 5G levou os operadores pan-africanos a multiplicar os sites, especialmente em grandes cidades como Lagos, Nairóbi e Joanesburgo, gerando alta demanda por colocation e novas infraestruturas.

Dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT) indicam que a penetração da 4G e 5G é de 75,2% e 11,8%, respectivamente, enquanto a 2G e 3G alcançam 94,1% e 88,8%.

O aumento no consumo de dados e a penetração crescente de smartphones, impulsionados pelo streaming, redes sociais e pagamentos móveis, aumentam o volume de dados por assinante, exigindo sites mais robustos para múltiplos operadores. Além disso, mandatos governamentais e fundos de serviço universal financiam a construção de torres em áreas rurais e de difícil acesso, garantindo receitas mínimas e reduzindo riscos para as TowerCos.

No momento, o mercado conta com outros grandes players, como American Tower Corporation, Helios Towers Plc, SBA Communications Corporation e Pan African Towers. Outras operadoras estão presentes, como a Axian Telecom com sua TowerCo of Africa (TOA), ativa em Madagascar, RDC, Uganda e Tanzânia. A Indus Towers, majoritariamente detida pela Bharti Airtel (controladora da Airtel Africa), anunciou em setembro de 2025 sua expansão no continente, começando pela Nigéria, Uganda e Zâmbia.

Segundo a Mordor Intelligence, o tamanho do mercado africano de torres de telecomunicações deve atingir US$ 4,03 bilhões em 2026, com crescimento anual médio de 3,35%, chegando a US$ 4,75 bilhões nos anos seguintes.

O MTN Group registrou receita de 188 bilhões de rands em 2024, queda de 15% em relação a 2023, e prejuízo após impostos de 11,2 bilhões de rands, contra lucro de 4 bilhões de rands no ano anterior.

Isaac K. Kassouwi

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A Agência Ecofin cobre diariamente as atualidades de 9 setores africanos: gestão pública, finanças, telecomunicações, agro, energia, mineração, transportes, comunicação e formação. Também concebe e opera mídias especializadas, digitais e impressas, em parceria com instituições ou empresas ativas em África.

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