Com uma taxa de penetração da Internet de cerca de 23 %, o Níger está entre os países menos conectados do continente. Face a este desafio, o governo pretende reforçar infraestruturas e a governança para fazer do digital um motor de crescimento até 2035.
O governo nigerino continua a elaborar a sua futura Política Nacional de Desenvolvimento do Digital (PNDN 2026-2035). Um atelier de validação deste documento estratégico, bem como do Plano Setorial de Desenvolvimento do Digital (PSDN 2026-2030), abriu na quarta-feira, 11 de março, em Niamey, com o objetivo de recolher contribuições de atores públicos e privados antes da sua adoção.
Segundo o ministro da Comunicação e Novas Tecnologias de Informação, Adji Ali Salatou, esta fase visa aperfeiçoar as orientações da estratégia e assegurar que as ações propostas correspondam às prioridades do país. O objetivo é melhorar a acessibilidade aos serviços digitais e fazer do digital um motor de transformação económica e social até 2035.
A nova estratégia assenta em três eixos principais: melhoria da governança e segurança do setor, desenvolvimento de infraestruturas e serviços digitais, e fortalecimento de competências e inovação. As autoridades ambicionam, entre outros, reforçar a conectividade nas zonas rurais, promover a administração online (e-governo) e apoiar o surgimento de startups locais.
Esta iniciativa surge num contexto em que o desenvolvimento digital do país permanece limitado. Segundo a Autoridade Reguladora das Comunicações Eletrónicas e dos Correios, o Níger contava com cerca de 8,4 milhões de conexões móveis no segundo trimestre de 2025, equivalente a uma penetração de aproximadamente 30 %. No acesso à Internet, o relatório «Digital 2026» da DataReportal estima a penetração em 23,2 % no final de 2025.
No Índice de Desenvolvimento da Administração Eletrónica (EGDI) 2024 da ONU, o Níger ocupa a 187.ª posição mundial entre 193 países, com uma pontuação de 0,2116 em 1, ilustrando os desafios ainda existentes para reforçar a digitalização dos serviços públicos e o ecossistema digital do país.
Samira Njoya













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