A inteligência artificial afirma-se cada vez mais como a tecnologia central da atual revolução tecnológica. Nos últimos anos, Estados, instituições e empresas têm multiplicado os investimentos neste domínio.
As autoridades argelinas pretendem acelerar o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial concebidas a partir das realidades locais. Esta ambição foi mencionada pelo ministro da Economia do Conhecimento, das Start-ups e das Microempresas, Noureddine Ouadah, durante uma visita realizada na terça-feira, 10 de março, à cidade de Médéa, no âmbito das iniciativas destinadas a reforçar o ecossistema tecnológico do país.
O objetivo é desenvolver modelos capazes de responder melhor às necessidades específicas da Argélia, seja ao nível das línguas utilizadas, dos dados disponíveis ou das prioridades económicas nacionais. Segundo o ministro, «a IA ocupa atualmente um lugar importante em vários setores, incluindo a economia e a segurança regional, o que exige a formação dos jovens e a sua capacidade de compreender esta tecnologia de forma consciente».
De acordo com as autoridades argelinas, muitos dos modelos de IA dominantes foram concebidos e treinados principalmente com dados provenientes de contextos estrangeiros. Por isso, nem sempre têm em conta as especificidades culturais, linguísticas ou administrativas dos países africanos e árabes. Ao desenvolver os seus próprios modelos, o país pretende criar soluções mais adaptadas às necessidades locais e reduzir a dependência de tecnologias importadas.
Para concretizar esta ambição, o governo pretende mobilizar diversos atores do ecossistema nacional, incluindo universidades, centros de investigação e start-ups. A estratégia aposta particularmente na utilização de dados locais para melhorar a eficácia dos sistemas de IA aplicados aos serviços públicos, à economia digital e a outros setores estratégicos.
Esta orientação faz parte de uma estratégia mais ampla destinada a reforçar a economia do conhecimento e a posicionar a Argélia como um ator emergente no domínio das tecnologias avançadas.
Segundo o índice de preparação para a inteligência artificial do gabinete britânico Oxford Insights, o país registou em 2025 uma pontuação de 42,05 em 100, ocupando a 89.ª posição mundial. A média da região Médio Oriente e Norte de África (MENA) é de 45,51.
Grandes empresas tecnológicas também intensificam os seus investimentos nesta área. Em fevereiro de 2026, a Google anunciou o projeto Wraxal, destinado a integrar 21 línguas africanas na sua IA. Já a Microsoft lançou em novembro de 2025 o projeto Gecko, com um objetivo semelhante.
️ Adoni Conrad Quenum













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