No setor digital, os Estados Unidos estão entre os líderes mundiais, impulsionados por gigantes tecnológicos que dominam a economia global. É para estas empresas que o Chade volta agora a sua atenção, com a ambição de atrair algumas delas para acelerar a sua transformação digital.
O Chade pretende reforçar a atratividade do seu setor digital, virando-se para os Estados Unidos. O ministro das Telecomunicações, da Economia Digital e da Digitalização, Haliki Choua Mahamat, reuniu-se na segunda-feira, 13 de abril, com uma delegação americana liderada por William Flens, encarregado de negócios da embaixada dos EUA no Chade, com vista a uma futura missão oficial a Washington.
Esta missão deverá permitir às autoridades tchadianas apresentar as oportunidades do mercado local e identificar parceiros capazes de apoiar o desenvolvimento de infraestruturas e serviços digitais.
«As discussões incidiram sobre os preparativos de uma missão próxima aos Estados Unidos, destinada a reforçar a cooperação e a estabelecer parcerias técnicas com empresas americanas, nomeadamente nos setores das telecomunicações, da economia digital e da saúde digital», indicou o ministério.
Num contexto em que a transformação digital se afirma como um motor de crescimento, o Chade procura colmatar o seu défice de competências e de investimentos. O recurso a parceiros internacionais surge como uma estratégia-chave para acelerar a modernização do setor, ainda marcado por desafios estruturais, sobretudo ao nível da conectividade e das capacidades técnicas.
Esta estratégia já foi adotada por outros países africanos nos últimos anos, nomeadamente o Quénia. Em setembro de 2023, o presidente queniano William Ruto deslocou-se ao Silicon Valley, nos Estados Unidos, para se reunir com dirigentes de várias empresas tecnológicas americanas. Por sua vez, estas multinacionais já estão presentes no continente africano, incluindo Google, Oracle, Amazon e Microsoft.
Adoni Conrad Quenum













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